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‘Na nova era do conhecimento, bilhões são gerados sem a criação de um único emprego’, diz economista

"Antes, o enriquecimento dos grandes grupos na indústria ou nos serviços dependia da geração de empregos", afirma o economista, que já atuou como consultor de diversas agências das Nações Unidas, governos e municípios, além de várias organizações do sistema "S" no Brasil. Recentemente, suas pesquisas giram em torno das dinâmicas do sistema financeiro nacional e internacional. Para fazer sapatos, por exemplo, diz ele, o empresário contratava gente, gerava o produto para a sociedade e pagava impostos ao governo, ficando com o lucro da operação. "Mas na economia imaterial, o enriquecimento não é de quem produz, mas de quem intermedeia o processo", diz. "O dinheiro que movimenta a economia hoje não é de papel, virou um sinal magnético. Apenas 3% da liquidez vêm das células. Sobre cada operação, existe uma tarifa de 2,5% a 5% paga por todos nós, do rico ao favelado." Dowbor, cita como exemplo grandes bancos no Brasil que, entre o segundo trimestre de 2020 e o segundo trimestre de 2021, aumentaram seus lucros em mais de 100%. "Isso com a economia parada". Ele vai além e destaca os 42 brasileiros que entraram na lista de bilionários da revista Forbes, que tem 315 nomes. "Entre 18 de março e 12 de julho de 2020, um período em que a economia estava em crise profunda com a pandemia, estas pessoas acumularam uma fortuna pessoal de US$ 34 bilhões [R$ 180,5 bilhões]. Com isso, seria possível pagar seis anos de Bolsa Família a 50 milhões de pessoas." São fortunas que se geram sem empregos, com lucros e dividendos que não pagam impostos, diz o economista. A exceção são os empregados do mercado financeiro voltados à gestão de grandes fortunas que, com a ajuda da tecnologia, fazem girar este sistema. "Vemos um aumento dramático da desigualdade no mundo, com a concentração cada vez maior de fortunas no topo da pirâmide social". Enquanto isso, diz, a classe média fica reduzida à "gig economy", à economia dos bicos, que ganhou impulso na era do conhecimento.
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