84% rejeitam Erika Hilton na Comissão da Mulher, diz pesquisa
23/03/2026 / 11:38
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Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados

Um levantamento da Real Time Big Data mostra que a indicação da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) para a presidência da Comissão da Mulher da Câmara dos Deputados é rejeitada por 84% dos brasileiros.

A pesquisa ouviu 1.200 eleitores em todo o país, entre os dias 17 e 18 de março de 2026, com margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

Resultados da pesquisa:

  • Rejeitam a indicação de Erika Hilton: 84%
  • Apoiam a indicação: 16%

A pesquisa também mostrou que o conhecimento sobre o caso é alto: 82% dos entrevistados afirmaram já ter tomado conhecimento da nomeação, enquanto 18% disseram não conhecer o tema.

Declaração de Ratinho

O levantamento também avaliou a repercussão de declarações do apresentador Ratinho, que criticou a escolha de Erika Hilton para o comando da comissão.

Segundo a pesquisa:

  • 61% afirmaram que a fala do apresentador foi correta;
  • 20% disseram que foi correta, mas exagerada; e
  • 19% avaliaram a declaração como preconceituosa.

Entenda a polêmica entre Erika Hilton e Ratinho

A deputada Erika Hilton move ação contra o apresentador Carlos “Ratinho” Massa após declarações feitas no programa dele no SBT em 11 de março. Na ocasião, Ratinho criticou a escolha da parlamentar para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara, afirmando que não considerava justo que o cargo fosse ocupado por uma mulher trans e que a comissão deveria ser presidida por “mulher mesmo”.

Erika acusou o apresentador de transfobia e acionou órgãos públicos. Ela apresentou denúncia ao Ministério Público Federal, pediu investigação criminal e solicitou ao Ministério das Comunicações a suspensão do Programa do Ratinho por 30 dias.

O Ministério das Comunicações confirmou o recebimento da representação e informou que a Secretaria de Radiodifusão analisará o caso e os pontos apresentados pela deputada.

O Ministério Público Federal acolheu a denúncia e abriu ação civil pública na Justiça Federal. Entre os pedidos estão indenização de R$ 10 milhões por danos morais coletivos e retirada do programa da internet.

Ratinho afirmou que não ofendeu a deputada, negou declarações transfóbicas e disse que pode processar quem o acusou desse tipo de conduta.