Advogado nega participação de Bolsonaro em golpe; veja os principais argumentos
25/03/2025 / 12:52
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Foto: Antonio Augusto/STF
A Primeira Turma do STF iniciou, nesta terça-feira (25), a análise da denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete envolvidos na tentativa de golpe de 2022.
O advogado de Bolsonaro, Celso Vilardi, afirmou que “não se achou absolutamente nada” contra o ex-presidente e que ele foi o presidente mais investigado do país.
A sessão começou com a leitura do relatório do ministro Alexandre de Moraes e a manifestação da Procuradoria-Geral da República. Em seguida, o STF ouviu os advogados dos acusados, que têm 15 minutos para falar, seguindo a ordem alfabética.
Vilardi argumentou:
que, com Bolsonaro, não foi achado nenhum documento;
que entende que crimes contra a democracia são “impossíveis”, já que se iniciaram em dezembro de 2021, quando o governo de então era justamente o de Bolsonaro;
que são 45 mil documentos relativos à denúncia: “um quebra-cabeça exposto à defesa”;
que o tema deve ser julgado no plenário do STF;
que o presidente não tem relação com plano Punhal Verde e Amarelo e Operação Copa 2022;
que o material da delação de Mauro Cid deve ser confirmado por provas, mas que aconteceu o inverso. “O delator tem que falar e o Estado tem de trazer as provas”;
que não é possível imputar a responsabilidade como líder de organização criminosa sendo que Bolsonaro não participou do 8 de janeiro. Pelo contrário, repudiou.