
Em cada comunidade, existem mulheres dispostas a cuidar, orientar e proteger outras mulheres. Com essa missão, quase como quem assume um papel de heroína na vida real, o programa Antes que Aconteça fez o lançamento nacional, oficialmente, nesta sexta-feira (6), em João Pessoa, o projeto Defensoras Populares.
A iniciativa tem o compromisso de capacitar mulheres para levar informação, acolhimento e orientação a quem mais precisa. Na Paraíba, 120 mulheres foram selecionadas, das mais de 600 inscritas.
A ação integra a estratégia do programa de ampliar a atuação nos territórios por meio da formação de lideranças femininas capazes de orientar outras mulheres sobre direitos, serviços disponíveis e caminhos para buscar apoio em situações de violência ou vulnerabilidade.
Coordenadora nacional do programa, a senadora Daniella Ribeiro (PP) destacou que a iniciativa aposta na informação4es como ferramenta de proteção.
“Quando a informação chega às comunidades, ela se transforma em proteção. As Defensoras Populares são mulheres preparadas para orientar, acolher e ajudar outras mulheres a conhecer seus direitos e buscar apoio antes que a violência aconteça”, afirmou a senadora.
O projeto é desenvolvido em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública e instituições parceiras, com foco na formação cidadã e na criação de redes de apoio que aproximem as políticas públicas da realidade das comunidades.
A proposta do Defensoras Populares é capacitar mulheres para atuarem como multiplicadoras de informação, contribuindo para que mais pessoas saibam identificar sinais de violência, conheçam os canais de denúncia e tenham acesso a serviços de proteção e orientação.
O lançamento contou com a presença de autoridades e representantes de instituições parceiras, entre elas Maria Clara D’Ávila, diretora de Promoção de Direitos da Secretaria Nacional de Acesso à Justiça do Ministério da Justiça e Segurança Pública; Zélia Maria Profeta da Luz, coordenadora de Relações Institucionais da Presidência da Fundação Oswaldo Cruz; Graziela Nóbrega, juíza coordenadora das Varas de Violência Doméstica da Paraíba; Dulcerita Alves, promotora do Ministério Público da Paraíba; Madalena Abrantes, defensora pública-geral da Defensoria Pública do Estado da Paraíba; e Sileide Azevedo, coordenadora das Delegacias da Mulher da Paraíba.