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CPI retoma sessões e ouve reverendo que negociou vacinas em nome do Governo
03/08/2021 / 11:46
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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente da CPI da Covid, Omar Aziz (PSD-AM), abriu a sessão para ouvir o depoimento do reverendo Amilton Gomes de Paula, fundador da ONG Senah (Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários).

Paula entrou no radar da comissão pois teria recebido autorização do Ministério da Saúde para negociar a compra de 400 milhões de doses da Astrazeneca, através da empresa Davati Medical Supply.

Essa autorização foi concedida por Laurício Monteiro Cruz, então diretor de imunização do Ministério da Saúde, que acabou exonerado do cargo.

O reverendo também teria sido o responsável por colocar em contato o policial militar Luiz Paulo Dominghetti, que buscava negociar as 400 milhões de doses da imunização, e representantes do Ministério da Saúde.

A Folha publicou denúncia de Dominghetti na qual afirma ter recebido pedido de propina de US$ 1 por dose da vacina para avançar dentro do ministério a negociação. O pedido teria sido feito pelo ex-diretor de logística da pasta Roberto Ferreira Dias, exonerado no dia em que a reportagem foi publicada.

O presidente da CPI da Covid disse que irá votar o requerimento do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) sobre a secretária da Gestão do Trabalho e da Educação do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro. Ele aprova a apresentação de pedido judicial para que ela seja afastada do cargo.

Ele disse também que irá pedir o afastamento ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. A justificativa é de que ela teria cometido crime contra a vida por prescrever medicação sem eficácia comprovada.

“Não tem mais condição dela ficar ali, depois do que vocês viram, do que o Brasil assistiu. Sinceramente, não dá para o ministro Queiroga manter na sua equipe uma pessoa que pensa completamente diferente da ciência.”

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