
O Brasil ficou em sétimo lugar no ranking mundial de felicidade elaborado pela Ipsos. O levantamento ouviu 23.268 adultos por meio de plataformas online em 29 países. No Brasil, mil pessoas participaram.
De acordo com o levantamento, a Indonésia lidera a lista, com 86% de pessoas que se declaram felizes. Em seguida, aparecem Países Baixos (84%), México (83%) e Colômbia (83%). Malásia, Tailândia, Brasil, Espanha e Bélgica completam as dez primeiras posições.
Entre os brasileiros, 29% dos homens e 26% das mulheres se dizem “muito felizes”. Já na categoria “felizes”, as mulheres são maioria, com 54%, contra 50% dos homens.
Amor e fé
Para 34% dos entrevistados, sentir-se amado é o principal motivo de felicidade. Depois aparecem saúde física e mental e a relação com a família e os filhos. A fé religiosa ou vida espiritual foi citada por 22% no Brasil, acima da média global de 10%.
A faixa de 50 a 74 anos concentra os maiores índices de felicidade, com 82% se declarando muito felizes. Já a Geração Z tem o maior percentual de pessoas “nada felizes”, com 6%.
Finanças e infelicidade
A situação financeira é apontada por 54% dos brasileiros como principal motivo de infelicidade, abaixo da média global de 57%. Saúde mental e bem-estar aparecem com 37%, seguidos por condições de vida, com 27%.
Lucymara Andrade, diretora da Ipsos, afirmou: “Não importa a sua idade, onde você mora ou quanto você ganha. Se você está infeliz, suas finanças pessoais são a causa mais provável dessa infelicidade”.
A renda também influencia na percepção de felicidade: pessoas com maior renda se consideram mais felizes (79%) do que aquelas com menor renda (67%). No cenário global, a felicidade é mais alta na juventude, cai por volta dos 50 anos e volta a subir, com pico após os 70.