Camila Loures retira veia na testa em procedimento estético
08/04/2026 / 15:18
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Foto: Reprodução

Camila Loures passou por um procedimento para remover uma veia aparente na testa, motivada por razões estéticas. A influenciadora afirmou nas redes sociais que a veia ficava marcada quando ela sorria muito, ficava ansiosa ou nervosa. O procedimento foi realizado por meio de cirurgia com laser para queimar a veia, que deixaria marcas temporárias na pele.

Em 2024, a cantora Anitta relatou ter feito a mesma intervenção, o que tem popularizado o procedimento entre algumas pessoas. No entanto, especialistas alertam que a técnica ainda não possui respaldo científico suficiente nem consenso na comunidade médica. Cirurgiões entrevistados destacam a falta de estudos sobre a segurança e os efeitos a médio e longo prazo.

O que é a veia e por que incomoda

A veia supratroclear, localizada entre as sobrancelhas na região central da testa, faz parte da drenagem venosa da face e, em geral, não apresenta riscos para a saúde. A visibilidade dessa veia, que pode se evidenciar durante expressões faciais ou momentos de tensão, é considerada um incômodo estético. Com o envelhecimento, a pele afina e a gordura diminui, tornando essas veias mais aparentes.

Detalhes do procedimento

Existem procedimentos com laser que atuam sobre a veia, como o laser transdérmico (na superfície da pele) e o endovenoso (internamente na veia), este último utilizado no tratamento de varizes. Segundo a cirurgiã vascular Aline Lamaita, são procedimentos ainda pouco estudados, sem dados confiáveis sobre complicações ou segurança prolongada. O laser transdérmico é mais indicado para veias superficiais, especialmente em pacientes com mais de 40 anos, enquanto o endovenoso tem mais uso no Brasil.

Riscos e recomendações

A região é delicada por ter conexões vasculares que irrigam o globo ocular e o nervo óptico, o que pode tornar o procedimento arriscado, podendo levar a complicações graves como embolização e comprometimento da visão. Outras complicações possíveis incluem necrose da pele, congestão sanguínea, fibrose e lesões térmicas. O impacto na oxigenação cerebral é considerado baixo, mas não descartado.

A cirurgiã plástica Gabriela Schwartzmann e a cirurgiã Beatriz Lassance ressaltam que infecções locais, como acne, e pele bronzeada podem contraindicar o tratamento. Diante da ausência de evidências científicas consolidadas, os especialistas recomendam avaliação individual e cautela na decisão pelo procedimento.