
Muita gente pensa que carregadores mais potentes fazem a conta de luz subir. Um adaptador de 120 W dá a impressão de ser muito mais “gastador” que um de 15 W, mas a física mostra outro cenário.
A bateria do celular é como um balde de água com capacidade fixa: não importa se a torneira está aberta totalmente ou pingando, o balde sempre enche com a mesma quantidade.
Potência não é consumo
O número de watts indica a rapidez com que a energia é entregue, não quanto será consumido no total. Um carregador de 100 W carrega mais rápido que um de 15 W, mas a energia usada, em Watt-hora, quase não muda. Uma pequena parte se perde em calor — cerca de 20% — e é isso que faz o celular esquentar. Esse efeito ocorre em qualquer carregador.
Além disso, a potência máxima não se mantém durante toda a recarga. Depois dos 80%, a velocidade cai para proteger a bateria, evitando danos e prolongando sua vida útil.
Quanto isso custa
Uma carga completa de uma bateria de 5.000 mAh consome aproximadamente 0,025 kWh, já considerando perdas. Com tarifa média de R$ 0,75 por kWh, cada recarga sai por R$ 0,02. Carregando todo dia, o gasto mensal chega a R$ 0,60; no ano, R$ 7,30. Entre os aparelhos de casa, o celular é o que gera menor despesa.
Carregador parado na tomada consome mais?
Deixar o adaptador conectado sem o celular consome menos de 0,5 W, quase nada para o medidor de energia. Retirar o aparelho ainda é recomendável por segurança, mas financeiramente não faz diferença. O impacto dos carregadores rápidos na conta é praticamente nulo.
Com informações do CanalTech