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ALTA TECNOLOGIA: Carro elétrico funciona sem precisar carregar

Tecnologia Brasileira vai revolucionar o mercado automobilístico no mundo.

Vira e mexe a gente tem acompanhado aumento em cima de aumento da gasolina, em consequência as altas no preço do combustível, o etanol acaba subindo também, aí é aquele “Deus nos acuda”. Mas a cada dia aumenta a adesão dos consumidores pelos carros elétricos ou os veículos que têm motores híbridos, que funcionam a combustão e energia elétrica ao mesmo tempo. Atualmente, alguns modelos movidos a partir dessas tecnologias já são ofertados no mercado brasileiro, a exemplo do Prius, sedã híbrido da Toyota.

Os especialistas acreditam que quanto mais o tempo passar, mais carros assim serão vendidos, como forma de correr das altas nos combustíveis. Os motores elétricos ganharam um importante aliado, o etanol, que segue dentro desse novo leque de automóveis mais sustentáveis e econômicos, uma  tecnologia que está sendo desenvolvida aqui no Brasil, promete revolucionar o conceito de geração de energia elétrica para veículos, utilizando o etanol como fonte geradora de energia elétrica. Não se trata de um modelo híbrido, e sim de um veículo 100% elétrico, movido a biocombustível, ou melhor, a hidrogênio. Na prática, será um carro exclusivamente elétrico, mas que não terá uma tomada como fonte alimentadora de energia, e sim um tanque de etanol, oferecendo o dobro de autonomia para o veículo.

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Em conversa com a redação do F5, Edmundo Coelho Barbosa, Presidente Executivo do Sindalcool PB, falou que os estudos estão avançados e explicou como o etanol é convertido em energia.

“As células de combustível a etanol, como são chamadas, ou dispositivos que converte etanol em energia elétrica, está realmente maduro e é hoje uma realidade dentro dos planos da indústria automotiva para os próximos anos. Digo isso porque nesse ano eu tive a oportunidade de fazer uma homenagem para o Besaliel Botelho, Presidente da Bosch, que é um dos defensores e é uma das principais empresas de fornecimento para as montadoras de veículos, então, a Bosch vem desenvolvendo essa tecnologia de célula combustível” Afirmou Edmundo.

O sistema já utilizado por grandes montadoras é a SOFC (Solid Oxide Fuel Cell, em português Célula de Combustível de Óxido Sólido), que utiliza o etanol para criar eletricidade. Nessa tecnologia, o etanol passa por um equipamento chamado reformador que vai extrair o hidrogênio que, por sua vez, será combinado ao oxigênio do ar na célula propriamente dita. É a reação química dentro da célula (eletrólise) que vai gerar a eletricidade que alimentará o motor elétrico.

“A origem da energia é o que precisa ser bem compreendido. Na conversão de etanol há modelos sendo testados em grande montadoras como Nissan, GM, Honda e Toyota na liderança desse processo de transformação com os automóveis híbridos.” Comentou o presidente da Sindacool.

O Brasil hoje já é referência através desse estudo por conta do uso do etanol, porque polui menos o meio ambiente, emite menos gases na atmosfera, tanto durante a fabricação quanto no uso; É fabricado a partir da cana de açúcar que é uma substância renovável, que dependem apenas do cultivo, diferentemente dos combustíveis à base de petróleo. “No caso do Brasil, nós temos sim tecnologia desenvolvida no laboratório de hidrogênio da UNICAMP que gerou a empresa Hytron, para o desenvolvimento da reforma do etanol, ou seja, o etanol é um cacho de átomo de hidrogênio, então, na fórmula do etanol temos 5 átomos de hidrogênio e a extração desses átomos de hidrogênio é chamada de reforma química. Isso já é uma realidade e já seria possível a concepção de postos de abastecimento com hidrogênio, postos que recebem etanol através de caminhão e que vendem hidrogênio, então isso está nos planos para os próximos anos.” pontuou Edmundo.

As grandes vantagens dos veículos com célula SOFC em relação aos automóveis elétricos tradicionais. Como a eletricidade vem do etanol que está no tanque, o carro não precisa de uma enorme bateria, que chega a representar 25% do peso total do veículo. Basta uma versão muito menor, que seria constantemente recarregada pela célula de combustível, e sem falar na redução da poluição. “Não devemos olhar somente emissões locais em uma cidade ou estado. A responsabilidade pela descarbonizarão eh de todos. A poluição afeta a todos, o material particulado dos combustíveis fósseis se espalha e viaja. Na produção do etanol temos hoje uma solução com o biometano de 99% de redução de emissões de particulados e 96% das emissões de CO2, com possibilidade de redução de custos frente ao diesel.” afirmou o Presidente da Sindacool.

Nos carros a combustão, a principal queixa dos motoristas é o consumo do etanol. Com a  tecnologia com célula, assim que o etanol é injetado, gera energia na mesma hora para o motor, se tornando capaz fornecer autonomia superior a 600 quilômetros utilizando apenas 30 litros de etanol. “As vantagens práticas do uso do etanol nos motores a combustão hoje contam com apoio firme de todas indústria automobilística. Nos mercados mais competitivos a pressão é pela redução de emissões por quilometro rodado. Com célula combustível a etanol convertido para hidrogênio o veículo roda 600 km com 30 litros de etanol.”, explicou.

Com tantos benefícios, muita gente gostaria de saber quando os consumidores poderão adquirir veículos com essa tecnologia, mas ainda não há previsão de lançamento e os estudos devem seguir até 2025. “Você vê que isso significa também uma vida longa para as usinas, uma vida longa para o etanol, a continuidade de geração de trabalho. O etanol será usado sim em veículos elétricos e isso tudo a gente vai ver acontecer em três, quatro, cinco ou dez anos, com certeza nós vamos ter essa transformação toda bastante concretizada.”, finalizou Edmundo Barbosa.

Edmundo Barbosa – Presidente da Sindacool

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