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Caso Lorrayne: júri popular de réu suspeito pela morte da modela paraibana é adiado
27/02/2023 / 08:43
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Foi adiado para o próximo dia 4 de maio o júri popular de Kennedy Ramon Alves Linhares, suspeito pela morte da modelo paraibana Lorrayne Damares da Silva, que estava marcado para começar na manhã desta segunda-feira (27), no Tribunal do Júri de Cabedelo.

Na época do crime, dezembro de 2020, o réu era ex-namorado da vítima e não aceitava o fim do relacionamento. Ele chegou a confessar que matou Lorrayne e além do crime de homicídio qualificado, também vai responder pela qualificadora de feminicídio.

A sessão seria presidida pela juíza titular da 1ª Vara Mista da Comarca, Thana Michelle Carneiro Rodrigues. Consta nos autos que o acusado Keneddy Ramon, no dia 13 dezembro de 2020, por volta das 3h, por motivo torpe, por asfixia mecânica (estrangulamento) e através de recurso que dificultou a defesa da vítima, matou a ex-companheira. O crime aconteceu no interior de uma casa situada na Travessa Antônio Luiz Falcão, no Centro de Lucena, litoral paraibano, envolvendo ainda razões de condição do sexo feminino no contexto da violência doméstica e familiar. Em seguida, o réu ocultou o cadáver.

Segundo informações processuais, o relacionamento do casal foi interrompido pela modelo, “havendo relatos de convivência conturbada devido aos ciúmes e índole possessiva” do acusado, tendo a vítima ido morar no Estado de Goiás após o término, diz a denúncia.

O corpo de Lorrayne, na época com 19 anos, foi encontrado às margens do Rio Paraíba, nas proximidades da região conhecida como Café do Vento, no município de Sobrado. Ele estava embaixo de uma ponte da BR-230 e foi localizado um dia depois da prisão temporária do suspeito. Ele foi preso em Eunápolis, na Bahia, em uma operação conjunta da Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil da Paraíba e Polícia Militar da Bahia.

Com base nessas informações, o Ministério Público denunciou Keneddy Ramon no delito previsto no artigo 121, parágrafo 2º, incisos I, III, IV, VI e parágrafo 2º-A, Inciso I, do Código Penal Brasileiro. A juíza recebeu a denúncia e pronunciou o réu nos moldes do pedido do representante ministerial.

Kennedy Ramon Alves Linhares, na época com 32 anos, e Lourrany Silva, assassinada aos 19 – Foto: Reprodução