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Catracas eletrônicas e câmeras de reconhecimento facial reforçam segurança na UEPB
31/01/2026 / 12:13
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A Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) está implantando um novo sistema de controle de acesso com reconhecimento facial em prédios estratégicos do Câmpus I, em Campina Grande. A iniciativa faz parte de um pacote de medidas que utilizam tecnologia de inteligência artificial para reforçar a segurança da comunidade acadêmica, incluindo estudantes, professores e técnicos administrativos.

As catracas eletrônicas estão sendo instaladas na Central Acadêmica Paulo Freire e no Centro de Ciência e Tecnologia (CCT). A previsão é que o sistema entre em funcionamento no semestre 2026.1. Quando estiver ativo, o acesso aos prédios será feito exclusivamente por meio de biometria facial, exigindo que todos os usuários realizem a atualização cadastral no Sistema Unificado de Administração Pública (SUAP).

Para facilitar o processo, a Coordenadoria de Tecnologia da Informação e Comunicação (CTIC) será responsável por orientar a comunidade universitária sobre o cadastro. Segundo o coordenador Carlos Alberto Chaves Júnior, o procedimento será simples e realizado diretamente no SUAP, com a inclusão de uma foto atualizada. A imagem deverá seguir padrões de documento oficial, com fundo branco e sem o uso de acessórios como óculos ou boné.

A pró-reitora de Infraestrutura, Weruska Brasileiro, explicou que cada membro da comunidade acadêmica receberá um link específico para realizar o cadastro da biometria facial. O sistema contará inicialmente com 12 catracas eletrônicas com identificação facial. Após a implantação, o fluxo de acesso à Central Acadêmica Paulo Freire e ao CCT será monitorado pelo Centro Integrado de Comando e Controle de Campina Grande (CICC).

Além das catracas, a política de segurança da UEPB inclui controle de acesso mais rigoroso em laboratórios que lidam com substâncias químicas fiscalizadas pelo Exército e pela Polícia Federal. Esse sistema já está em funcionamento em espaços como o Laboratório Multiusuário (LABMULTI), o Lapeca de Engenharia Sanitária Ambiental e o Complexo de Laboratórios do CCT, cujos coordenadores já receberam o aplicativo para cadastramento.

A universidade também ampliou a vigilância eletrônica com a instalação de quatro câmeras de 360 graus em cada andar da Central Acadêmica Paulo Freire, além de 168 câmeras inteligentes com reconhecimento facial distribuídas pelo perímetro do Câmpus I. Os equipamentos, equipados com inteligência artificial, são capazes de identificar movimentos bruscos, brigas e situações consideradas suspeitas. Somam-se a isso 14 totens de segurança, cada vez mais utilizados em ações de prevenção à criminalidade.

Com a expansão do sistema, o Câmpus I passa a contar com mais de 600 câmeras em pontos estratégicos. Outra novidade é a implantação dos chamados “botões de pânico”, que devem entrar em fase de testes ainda neste semestre. Ao serem acionados, os dispositivos fazem contato direto com o setor de segurança e a Polícia Militar, com o objetivo de reduzir riscos e responder rapidamente a situações de perigo.