CNU 2025 registrou um total de 761.545 inscritos, consolidando-se como o maior concurso público federal já realizado no Brasil. Apesar da alta participação, o índice de abstenção chamou atenção, com 42% de faltantes na primeira prova e 21% na segunda etapa, segundo dados oficiais divulgados pelo governo federal nesta terça-feira (17).
O concurso é regido por normas que garantem maior transparência e inclusão no serviço público, refletindo as políticas de ação afirmativa e a expansão do acesso aos cargos federais. A primeira edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) teve validade prorrogada pelo governo, que também ampliou o prazo para a convocação dos aprovados.
Ao detalhar o perfil dos aprovados para as 3.649 vagas em 32 órgãos federais, o governo apontou que os selecionados representam 578 municípios de todos os 27 estados brasileiros, confirmando o alcance nacional do processo seletivo. Entre os aprovados, 40,5% pertencem a grupos de pretos, pardos, indígenas, quilombolas ou pessoas com deficiência, porcentagem maior que os 33,6% registrados na primeira edição do CPNU.
Além disso, 48,4% dos aprovados são mulheres, representando um avanço em relação à participação feminina no CPNU 1, que foi de 37%. Na primeira fase, as mulheres também foram maioria entre os candidatos inscritos, correspondendo a 60% do total. A concorrência às vagas contou ainda com 33% de inscritos nas categorias de ação afirmativa.
O concurso recebeu inscrições de 4.951 municípios, com as provas aplicadas em 228 cidades do país. A organização do CNU 2025 ficou a cargo do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos em parceria com a Escola Nacional de Administração Pública (Enap). Já a execução das provas foi realizada pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
O CNU tem como objetivo principal ampliar o acesso ao serviço público federal, padronizar as regras de seleção e democratizar a entrada nos cargos públicos, conforme relatado pela ministra Esther Dweck durante a coletiva de balanço do concurso.