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O desafio de atrair o eleitor nas eleições de 2024
02/06/2024 / 13:27
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A cada ciclo eleitoral, os candidatos enfrentam o desafio de captar a atenção e o voto do eleitorado. Em 2024, não será diferente, mas as circunstâncias atuais trazem novas complexidades ao cenário político brasileiro. Com um eleitorado cada vez mais desconfiado e exigente, os candidatos precisam encontrar maneiras inovadoras de se comunicar e engajar a população.

Tenho visto pesquisas em que mais de 60% dos eleitores não estão nem aí para o pleito. Cá para nós isso não chega a ser uma novidade pois antes das redes sociais esse fenômeno era igual. Todavia, os candidatos já estão em campanha desde o ano passado. 

Chico Santa Rita, veterano em campanhas eleitorais, uma vez disse: “A comunicação política eficaz não é apenas sobre o que se diz, mas sobre como se escuta o eleitor.” Em tempos de polarização e descrença nas instituições, essa máxima nunca foi tão pertinente. Os candidatos precisam ir além do discurso tradicional, estabelecendo um diálogo real e empático com os eleitores. Isso implica em ouvir atentamente as demandas e preocupações da população e, sobretudo, demonstrar comprometimento com suas causas.

Rodrigo Mendes, cientista político e parceiro de jornada, destacou outro dia em artigo aqui no F5 Online outra faceta crucial dessa equação: “A confiança do eleitor não se conquista apenas com promessas, mas com uma trajetória consistente e transparente.” Em um ambiente onde fake news e escândalos de corrupção são comuns, a autenticidade tornou-se um bem precioso. Os eleitores buscam consistência entre o discurso e a prática, valorizando candidatos que apresentam um histórico de integridade e realizações concretas.

Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente e sociólogo, sempre enfatizou a importância da credibilidade na política. Ele dizia que “Sem confiança, não há governo que se sustente. A credibilidade é a base de tudo.” Para os candidatos de 2024, essa lição é fundamental. Reconstruir a confiança no sistema político é um passo indispensável para reengajar o eleitorado. Isso exige um compromisso sério com a ética, a transparência e a prestação de contas.

Além dessas questões de confiança e comunicação, os candidatos também enfrentam o desafio de se adaptar a um eleitorado mais conectado e informado. As redes sociais e as plataformas digitais transformaram a dinâmica das campanhas eleitorais, exigindo estratégias inovadoras e uma presença digital robusta. No entanto, essa presença deve ser autêntica e engajada, evitando a superficialidade que muitas vezes caracteriza as interações online.

Em resumo, atrair o eleitor em 2024 requer uma combinação de escuta ativa, transparência, e credibilidade. Como Chico Santa Rita, Rodrigo Mendes e Fernando Henrique Cardoso apontam, a comunicação eficaz, a consistência no histórico e a reconstrução da confiança são pilares essenciais para qualquer candidato que aspire a se mobilizar e conquistar o voto do eleitor brasileiro. Em um cenário político complexo e desafiador, esses princípios são mais do que nunca a chave para o sucesso eleitoral.