O PT da Paraíba desceu do muro. Em reunião neste sábado (11), a legenda sacramentou o apoio à reeleição de Lucas Ribeiro (PP) para 2026. A militância mais ligada ao ex-governador Ricardo Coutinho até torceu o nariz, mas a ordem de Brasília é clara: manter a unidade do projeto que sustenta a base governista no estado.
Um problema de cada vez
Apesar do apoio a Lucas, o PT deixou para depois a decisão sobre o Senado. No entanto, o partido já sabe que não poderá ser contabilizado, por exemplo, para Veneziano Vital do Rêgo. A regra é clara: não se pode apoiar um candidato a governador em uma coligação e ceder tempo para outro candidato em outra. Ou o alinhamento é total, ou o tempo de TV fica pelo caminho.
Tapa no bolso
A partir desta semana, a política de bondades de prefeitos e governadores sofre um freio administrativo. O TSE nacional lembra aos desavisados que reajustes acima da inflação para servidores estão vedados pela legislação eleitoral. Quem quiser fazer média com o funcionalismo agora só terá nova chance em 2027.
Cabedelo sob vigia
O TRE-PB passou o sábado organizando as urnas para a eleição suplementar em Cabedelo, que ocorre neste domingo. O pleito é visto como o primeiro grande teste de força real entre os grupos locais após a anulação das eleições passadas. A segurança foi reforçada para conter os entusiasmos excessivos que marcaram os últimos embates na cidade portuária.
Fator Efraim
O senador Efraim Filho não desacelera. Enquanto o governo se articula com o PT, Efraim mergulha no interior do estado. A estratégia é consolidar o cinturão de prefeitos do União Brasil antes que o trator de Aguinaldo Ribeiro e do governador Lucas avance sobre suas bases mais fiéis no Sertão e no Brejo.