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Com Anielle Franco na Igualdade Racial e Alckmin em Indústria e Comércio, Lula anuncia 16 novos ministros
22/12/2022 / 12:23
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O presidente eleito Luíz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou na manhã desta quinta-feira (22.12) uma lista com mais 16 ministros de seu terceiro mandato, que se inicia em janeiro de 2023. O anúncio acontece no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, sede da transição governamental. Foram oficializados o seguintes nomes:

  1. Alexandre Padilha – Ministro das Relações Institucionais
  2. Márcio Macêdo – Ministro chefe da secretaria geral da Presidência da República
  3. Nísia Trindade –  Ministra da saúde
  4. Jorge Meessias – Advogado Geral da União
  5. Camilo Santana – Ministério da Educação
  6. Esther Dweck – Ministra da Gestão (nova pasta de Lula da divisão do ‘superministério’ da Economia)
  7. Márcio França – Ministro dos Portos e Aeroportos
  8. Luciana Santos (PCdoB) – Ministério da Ciência e Tecnologia
  9. Aparecida Gonçalves – Ministra da Mulher
  10. Senador eleito Wellington Dias (PT-PI) – Ministério do Desenvolvimento Social
  11. Margareth Menezes – Ministério da Cultura
  12. Luiz Marinho – Ministério do Trabalho
  13. Anielle Franco – Ministério da Igualdade Racial
  14. Advogado Silvio Almeida – Ministério dos Direitos Humanos
  15. Geraldo Alckmin (PSB) – Ministério da Indústria e Comércio 
  16. Vinícius Carvalho – Controladoria Geral da União

Outros 13 ministros

Segundo Lula (PT), os outros trezes ministros restantes serão definidos em conjunto com a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, e devem ser anunciados até a próxima segunda ou terça-feira.

Os cinco primeiros ministros anunciados na última semana por Lula foram: Fernando Haddad (Fazenda), Flávio Dino (Justiça), José Múcio Monteiro (Defesa), Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Rui Costa (Casa Civil).

O petista afirmou que o número de ministérios irá aumentar, “mas não os gastos”. Falou ainda que governo fará “todo esforço possível para que o pouco dinheiro que esse pais está arrecadando seja colocado à disposição das pessoas mais necessitadas, para fazer as políticas públicas que já fizemos”.

Alckmin no Ministério da Indústria e Comércio

Ao comentar sobre a escolha pelo vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), para o Ministério da Indústria e Comércio, Lula disse que esta seria a “grande surpresa”. Comentou que procurou inicialmente o presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Josué Gomes.

Segundo Lula, após uma conversa, no entanto, Gomes disse que não poderia aceitar a pasta em razão da presidência da entidade e de uma disputa interna que ocorre atualmente.

“E eu fiquei pensando e resolvi fazer uma mudança no ministério. Eu resolvi dar trabalho pro meu vice”, disse se referindo a Alckmin. “Todo santo dia que o Alckmin me encontrava ele dizia: ‘presidente, me dê trabalho’. Aí eu fiquei pensando, se eu não der trabalho pra esse cara, ele vai me dar dor de cabeça”.

Ministros políticos e pluraridade

Durante o discurso, Lula afirmou que é “mais difícil montar o governo do que ganhar as eleições”.

“Nós estamos tentando fazer um governo que represente no máximo que a gente puder as forças políticas que participaram conosco da campanha. E eu quero dizer pros companheiros que ainda não foram contemplados que nós vamos contemplar as pessoas que nos ajudaram, porque somos devedores dessas pessoas que ousaram colocar a tapa e enfrentar o fascismo que estava espalhado nesse país”.

Ele disse não ter vergonha de também escolher ministros políticos. “O que nós queremos é políticos eficientes, que tenham competência de fazer política e montar um bom governo”.

Aconselhou ainda aos ministros que, durante a montagem das equipes, levem em conta a pluraridade das pessoas que participaram da campanha. “Que cada pessoa tente montar o governo colocando gente diversa, gente de outras forças políticas que nos ajudaram, porque somente assim a gente vai contemplar o espectro de gente que participou dessa comissão de transição”.