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Com foco em energia limpa e interiorização, BNB na PB projeta novo ciclo de crescimento em 2026
05/01/2026 / 08:31
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Superintendente do BNB na Paraíba, Rudrigo Araújo

O ano de 2025 terminou com números que mudaram o patamar do desenvolvimento na Paraíba. Sob a condução do superintendente Rudrigo Araújo, o Banco do Nordeste na Paraíba projeta aplicações de R$ 5 bilhões no estado, um crescimento de 25% em relação a 2024. O volume recorde sustenta uma estratégia que combina crédito produtivo, inclusão social e investimentos estruturantes, com destaque para projetos ligados à energia limpa e ao turismo sustentável.

No turismo, o banco apostou na interiorização do desenvolvimento como política econômica. Rotas culturais no Brejo e no Curimataú ganharam fôlego com apoio a iniciativas como Caminhos do Frio, Raízes do Brejo e o Festival de Inverno das Serras. Eventos tradicionais também voltaram ao calendário, a exemplo do Festival de Inverno de Campina Grande e do Festival da Carne de Sol, em Picuí, retomado após uma década. O setor, segundo o banco, tornou-se um motor relevante de renda, emprego e dinamização regional.

Fortalecimento da base produtiva

Esse foi outro eixo decisivo em 2025. A agricultura familiar concentrou 92% do crédito rural concedido no estado, reforçando o compromisso social da instituição. Já para 2026, o desafio cresce na mesma proporção dos resultados: há mais de R$ 1 bilhão em projetos de infraestrutura em análise, especialmente voltados à transmissão de energia, área estratégica para destravar gargalos históricos do Nordeste.

No campo da energia limpa, o banco mudou o foco sem abandonar a agenda ambiental. Após anos apoiando a geração eólica e fotovoltaica, o esforço agora se concentra na transmissão de energia, condição essencial para escoar a produção existente. Projetos de grande porte, inclusive com trechos que passam por Santa Luzia e integram estados do Ceará ao Sudeste e Centro-Oeste, devem ganhar escala em 2026. A expectativa é consolidar investimentos capazes de reduzir perdas, garantir segurança ao setor e assegurar que a energia renovável gerada no Nordeste chegue ao restante do país.

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