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Cooperativismo ganha força em meio à euforia de vendas e alta de custos na construção civil
29/08/2025 / 10:30
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Nunca foi tão necessário apostar no cooperativismo como agora. Foi assim que o construtor e fundador da Coopcom-PB, Stelo Queiroga, resumiu a importância do modelo. Ele destacou que o setor da construção civil vive uma fase de euforia de vendas, mas enfrenta ao mesmo tempo uma “travessia longa” com custos crescentes de insumos, exigindo união dos empresários para ampliar o poder de barganha.

Para Stelo, a ilusão de que cada construtor pode obter melhores condições sozinho é o maior erro do setor. “Na hora de vender, somos naturalmente concorrentes, mas na hora de comprar, precisamos estar juntos”, frisou. Ele lembrou que a Cooperativa de Compras da Construção Civil da Paraíba nasceu exatamente para formar essa “corrente do bem” em prol de todos, mas ainda há resistência de parte dos empresários em compreender a força do cooperativismo.

Corrente de união e força

O fundador da Coopcom-PB também alertou para a necessidade de ampliar a participação dos associados, trazendo mais construtores para dentro da cooperativa. “Nossa força é tão grande quanto o elo mais fraco da corrente”, comparou. Ele revelou que, ao analisar os números da Alliance — empresa da qual é sócio — percebeu que, apesar das dificuldades, ela ainda figura entre as maiores participantes da cooperativa em volume de negócios, o que mostra como ainda falta adesão de parte significativa do setor.

Experiente, Stelo reforçou, durante o painel do Coopmet 2025, realizado no auditório do Sinduscon-JP, em João Pessoa, que o mercado da Capital é sólido, mas que o aumento da procura, inevitavelmente, pressiona os custos. “O estande de vendas garante a receita, mas o canteiro de obras exige compra de insumos. É aí que o cooperativismo mostra sua força, garantindo não só preço, mas também condições de atendimento”, disse.

Papel cada vez mais claro

Para ele, o desafio agora é convencer os colegas construtores de que apenas a união assegurará a sustentabilidade da construção civil paraibana nos próximos anos: “Unir para comprar melhor. Unir para comprar melhor não só em relação ao custo, mas em relação ao atendimento também, adequar fornecedores e diversificar, o papel da cooperativa está cada vez mais claro, porém há colegas empresários não vendo isso”.

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