
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura suspeitas de fraudes no INSS aprovou, nesta quinta-feira (26), um pacote de medidas para aprofundar as investigações sobre possíveis irregularidades em benefícios pagos a aposentados e pensionistas.
Entre os 87 requerimentos analisados e votados em bloco, está a autorização para quebra de sigilo bancário e fiscal de investigados. Um dos nomes incluídos na decisão foi o de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O pedido relacionado a Lulinha foi apresentado pelo relator da comissão, o deputado Alfredo Gaspar (União-AL), e gerou debate entre parlamentares da base governista e da oposição antes de ser aprovado.
Além das quebras de sigilo, a CPMI também autorizou novas convocações de representantes de instituições financeiras, que deverão prestar esclarecimentos à comissão.
Após a votação dos requerimentos, a reunião foi interrompida em meio a uma confusão entre os parlamentares.
Instalada para investigar possíveis fraudes em descontos e pagamentos de benefícios, a CPMI tem prazo até o fim de março para apresentar o relatório final. O nome de Fábio Luís Lula da Silva apareceu em uma das etapas da chamada Operação Sem Desconto como possível beneficiário do esquema sob apuração.