CRM fiscaliza Ortotrauma de Mangabeira e registra superlotação e falta de insumos

Segundo o órgão, há pacientes pelos corredores da unidade e cirurgias já foram suspensas por falta de fios, drenos e luvas

O Conselho Regional de Medicina do Estado da Paraíba (CRM-PB) fiscalizou, nesta quarta-feira (09), o Complexo Hospitalar de Mangabeira Tarcísio de Miranda Burity (Ortotrauma) e constatou diversas inconformidades. De acordo com o órgão, durante a vistoria havia doze pacientes em macas pelos corredores do hospital, há mais de cinco dias, aguardando vaga na enfermaria.

Também foi constatado a falta de insumos básicos como luvas, fios de sutura, drenos e medicamentos, o que já ocasionou a suspensão de cirurgias na unidade.

A equipe de fiscalização do CRM-PB encontrou ainda diversos problemas na infraestrutura do hospital. Apesar da reforma em alguns setores e melhorias em curso, diz o órgão, persistem problemas que precisam ser solucionados com urgência: infiltrações e mofo nas paredes e no teto do consultório de ortopedia, no repouso médico e no setor de imagem.

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Além disso, há um buraco no teto sobre a passarela de acesso às enfermarias da ortopedia, levando ao acúmulo de água no local, colocando em risco profissionais e usuários. Os elevadores continuam desativados há mais de um ano.

Ortotrauma de Mangabeira – Divulgação/CRM-PB

No centro cirúrgico há três salas em funcionamento, além de uma unidade de recuperação pós anestésica.

Além de equipamentos, também faltam insumos básicos (medicações anestésicas, fios de sutura, drenos, lâminas de bisturi, tubos endotraqueais). No momento da fiscalização, havia salas cirúrgicas em funcionamento sendo utilizadas como depósitos, com equipamentos amontoados e desnecessários.

Fiscalização aponta falta de insumos básicos na unidade hospitalar – Divulgação/CRM-PB

Na sala de medicação, onde há oito poltronas, todas estavam ocupadas por pacientes que ali permanecem por algumas horas ou até sete dias, de ambos os gêneros, em pré-operatório de cirurgia ortopédica. Ou seja, a sala de medicação está sendo usada para pacientes que deveriam estar em enfermarias, explica o CRM-PB.

A equipe também constatou que o aparelho de ultrassonografia está quebrado e foi recolhido para manutenção, estando este exame indisponível atualmente.

Foi registrado que o hospital tem abastecimento adequado de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como aventais, toucas, máscaras cirúrgicas e N95.

“Realmente o hospital está com problemas que precisam ser resolvidos imediatamente. Há uma quantidade excessiva de pacientes, além da falta de insumos básicos, o que termina inviabilizando a realização de diversos procedimentos”, disse o diretor de fiscalização do CRM-PB, Bruno Leandro de Souza.

Problemas de infraestrutura no Complexo Hospitalar de Mangabeira Tarcísio de Miranda Burity – Divulgação/CRM-PB

De acordo com o diretor, o CRM irá agendar uma reunião com o secretário de Saúde de João Pessoa para buscar soluções que melhorem o atendimento no Ortotrauma de Mangabeira.

O relatório de fiscalização foi encaminhado à direção do hospital e à Secretaria Municipal de Saúde. A partir do recebimento do documento, os gestores têm um prazo de cinco dias para adquirir os insumos essenciais e até 15 dias para apresentar um planejamento permanente, evitando novas falhas no abastecimento de itens básicos para o funcionamento do hospital.

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