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Defesa de João Lima pede habeas corpus e questiona prisão por violência doméstica
31/01/2026 / 09:08
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O Tribunal de Justiça da Paraíba vai analisar um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do cantor João Lima, que está preso desde a última segunda-feira (26), em João Pessoa. Os advogados alegam ausência de fundamentação legal para a manutenção da prisão preventiva no inquérito que investiga denúncias de violência doméstica contra a ex-esposa.

João Lima encontra-se custodiado no Presídio Desembargador Flósculo da Nóbrega, no bairro do Róger. Segundo a defesa, não existem elementos suficientes que justifiquem a continuidade da prisão, argumentando que a decisão carece de base concreta.

Atualmente, o cantor está em um pavilhão destinado a presos enquadrados na Lei Maria da Penha, que reúne cerca de 60 detentos investigados ou condenados por agressão, tentativa de feminicídio e descumprimento de medidas protetivas. De acordo com o diretor da unidade, Edmilson Alves, João Lima é o único preso de notoriedade pública na ala neste momento, embora outros casos de repercussão já tenham passado pelo local.

Entre eles, estão Johannes Dudeck, condenado pela morte da estudante Mariana Thomaz, e Danilo Santos da Silva, condenado por assassinar a ex-esposa na presença das filhas. Outros investigados conhecidos, como Hytalo Santos e Israel Vicente, permanecem presos no mesmo complexo penitenciário, porém em uma ala específica para pessoas LGBTQIA+.

Relembre o caso

As investigações tiveram início após a divulgação de vídeos nas redes sociais que mostram agressões contra a médica e influenciadora Raphaella Brilhante. A vítima registrou Boletim de Ocorrência na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, em João Pessoa.

Após a repercussão, Raphaella confirmou publicamente as agressões e descreveu o sofrimento causado, afirmando sentir uma dor que “atravessa o corpo, a alma e a história”. Conforme o processo, os episódios teriam ocorrido no dia 18 de janeiro e envolveriam socos, apertos na mandíbula e tentativas de silenciar a vítima.

Ainda segundo a denúncia, João Lima teria entregue uma faca à ex-esposa e ordenado que ela atentasse contra a própria vida. Três dias depois, novas ameaças teriam sido feitas na residência da mãe da vítima, caso o relacionamento não fosse retomado.

Raphaella e João Lima se casaram em novembro de 2025. A defesa da vítima sustenta que não houve registros de violência durante o período de namoro e que os episódios teriam começado após o casamento, ainda durante a lua de mel.