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Diversidade atrai investidor brasileiro para o mercado financeiro americano

Investir em ativos no exterior é uma das alternativas para quem deseja diversificar suas carteiras em um cenário de juros baixos, instabilidade política e risco fiscal do Brasil.

JÚLIA MOURA

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Investir em ativos no exterior é uma das alternativas para quem deseja diversificar suas carteiras em um cenário de juros baixos, instabilidade política e risco fiscal do Brasil.

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“São movimentos que acontecem especialmente quando pessoas desconfiam da moeda e veem as opções aqui limitadas. O pessimismo no Brasil hoje é muito grande”, diz Ruy Alves, gestor da Kinea.

“O mercado americano começou a ficar muito atrativo para as pessoas e aumentou o fluxo de brasileiros com pequenos aportes”, diz Fabrizio Velloni, economista-chefe da Frente Corretora. Para ele, as vantagens do mercado de renda variável americano são maior número de produtos e maior maturidade.

Uma opção simples para quem está começando são investimentos indiretos, como BDR (recibo depositário de ações, na sigla em inglês). Ele permite investir em ações listadas em outros países por meio de um recibo emitido por um banco. Além da variação diária do papel correspondente no exterior, o BDR reflete a flutuação do câmbio.

Nessa operação, ficam com os bancos cerca de 3% a 5% do dividendo que vem do exterior. Além disso, 30% é retido na fonte pelo governo americano. BDRs estão sujeitos à mesma tributação de ações, de 15% do lucro –ou 20% no caso do day trade (compra e venda no mesmo dia). Para pagamento de dividendos, há uma alíquota progressiva de 7,5% a 27,5% para valores acima de R$ 1.903,98 ao mês.

Já o ETF dá a possibilidade de investir indiretamente em um índice acionário estrangeiro, como o americano S&P 500. Há ETFs no Brasil que replicam o mercado de outras regiões, como China e Europa.

Para investir diretamente no exterior, é preciso abrir conta em uma corretora estrangeira pela internet. São exigidos passaporte ou documento de identidade e comprovante de residência. Algumas instituições pedem cópia do Imposto de Renda. Para clientes de alta renda do segmento private de grandes bancos brasileiros, a conta pode ser aberta no braço estrangeiro da instituição.

Com a conta aberta, é preciso enviar os recursos para fora do país, geralmente em dólares, com incidência do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) de 0,38% por remessa. Cada corretora no exterior também tem um custo fixo por transação e pode haver custo para manutenção da conta. Nem todas, porém, aceitam como clientes não residentes nos EUA, caso da popular Robinhood.

Entre as que aceitam brasileiros, estão a tradicional Charles Schwab, a DriveWealth, a Passfolio, a Interactive Brokers, a Just2Trade, a Ameritrade e a Avenue –esta, voltada a brasileiros, exige menos documentos e auxilia o cliente a declarar os ativos no exterior no Imposto de Renda.

Para Roberto Agi, planejador financeiro CFP pela Planejar, é preciso olhar além dos custos para escolher uma corretora. “Se você tiver um problema, com quem vai falar? Qual o atendimento? O que está incluso?”, afirma.

Com a conta aberta, é hora de escolher o ativo. Para isso, é preciso entender sua natureza, riscos e setor. Caso o investidor não tenha conhecimento e capacidade de acompanhar o mercado de perto, especialistas recomendam o investimento em fundos.

Segundo Agi, da Planejar, os custos operacionais de investir no Brasil e nos EUA são parecidos, por isso a decisão não deve ser tomada pensando apenas nesse critério. Comprar ações nos EUA é estar mais sujeito ao desempenho da economia americana. Além disso, há a exposição ao dólar, outro ativo de risco.

“Não especule mandando dinheiro para fora, mande apenas para diversificar com foco no longo prazo”, afirma

Alves, da Kinea, considera como o principal atrativo de ativos estrangeiros a possibilidade de investir em setores que não estão representados na Bolsa brasileira, como big techs. “Para a pessoa física levar e trazer dinheiro de fora há custos. Não é trivial, precisa de planejamento.”

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