
O dólar abriu em baixa nesta segunda-feira (20), recuando 0,02% às 09h21 e cotado a R$ 4,9848, refletindo o cenário de incertezas gerado pelo impasse entre os Estados Unidos e o Irã no Estreito de Ormuz. A negociação entre os dois países permanece tensa após a apreensão de um navio iraniano pelos EUA no fim de semana, aumentando ainda mais a atenção do mercado para a região.
O impasse entre EUA e Irã ocorre em meio a um cessar-fogo frágil no Oriente Médio, que inclui um acordo temporário de trégua entre Israel e Líbano iniciado na quinta-feira, válido por 10 dias, segundo o Departamento de Estado dos EUA. O objetivo é abrir espaço para negociações de um acordo permanente de pacificação. No entanto, o Irã ameaçou retaliar e colocou sob dúvida sua participação na nova rodada de negociações de paz marcada para esta segunda-feira (20) no Paquistão.
Enquanto isso, as Forças Armadas dos EUA mantêm um bloqueio naval na entrada do Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o transporte global de petróleo, que foi reaberta temporariamente pelo Irã na sexta-feira (17) durante o período da trégua. O governo iraniano autorizou a passagem livre de embarcações comerciais no estreito até a expiração do cessar-fogo, prevista para quarta-feira (22).
O cenário de tensão no Estreito de Ormuz tem influenciado os mercados globais. Na última sexta-feira, as bolsas dos EUA fecharam em alta, com o S&P 500 avançando 1,19%, o Dow Jones subindo 1,79% e o Nasdaq ganhando 1,52%. Na Europa, o índice pan-europeu STOXX 600 registrou alta de 1,56%, enquanto as bolsas de Londres, Frankfurt e Paris também apresentaram ganhos.
No entanto, a Ásia registrou baixas nas principais bolsas, como Hong Kong (-0,9%), Xangai (-0,1%), Japão (-1,8%) e Coreia do Sul (-0,6%). No Brasil, o Ibovespa abriu às 10h com uma valorização acumulada de 4,41% no mês e alta de 21,48% no ano.
O dólar acumula queda de 0,56% na semana, 3,77% no mês e 9,21% no ano, refletindo a valorização do real frente à moeda americana e o otimismo parcial em relação ao desfecho das tensões no Oriente Médio.
Em iniciativas para conter os impactos da crise, países como França e Reino Unido lideram esforços para garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, promovendo uma missão defensiva que exclui a participação dos EUA, conforme declarações oficiais recentes.