João Pessoa 24.13ºC
Campina Grande 20.9ºC
Patos 21.68ºC
IBOVESPA 127411.55
Euro 5.5581
Dólar 5.1225
Peso 0.0058
Yuan 0.7076
Economistas e acadêmicos de viés liberal lançam carta-manifesto em apoio a Lula no 1º turno
28/09/2022 / 07:44
Compartilhe:

Um grupo de economistas brasileiros ligados a instituições acadêmicas, e de viés liberal, publicou uma carta-manifesto defendendo voto útil no ex-presidente Lula (PT), no primeiro turno das eleições marcado para o domingo, 2 de outubro.

“Em que pesem sérias discordâncias a respeito de políticas implementadas no passado por governos do PT, reconhecemos no ex-presidente Lula a única liderança capaz de derrotar o atraso maior representado pelo atual governo”, diz um trecho do documento, que tem entre signatários Otaviano Canuto, ex-FMI e Banco Mundial.

Assinaram a carta integrantes da FGV, George Washington University, Insper, Johns Hopkins University, London School of Economics, PUC-Rio, Princeton, UFF, UFPE, University of British Columbia, University of California – Davis, University of California – Los Angeles, University of California – San Diego, University of Cambridge, University College London, University of Delaware, USP, Yale.

Leia na íntegra

“Neste momento crítico da história brasileira, nós, abaixo-assinados/as, economistas que sempre nos posicionamos em favor da estabilidade econômica, do fortalecimento das instituições e da justiça social, nos manifestamos em apoio à candidatura do ex-presidente Lula, já no primeiro turno.

As ações e a inépcia do atual governo causaram um desastre no processo de desenvolvimento institucional e socioeconômico do país, afetando dramaticamente o bem-estar da população brasileira.

O presidente promoveu o desmonte do aparato de fiscalização de crimes ambientais, incentivando o desmatamento acelerado e causando uma grave deterioração do meio ambiente e a depreciação de nosso capital natural.

A política de saúde foi calamitosa, o governo federal não coordenou os esforços do SUS e a gestão da pandemia contribuiu para dezenas de milhares de mortes que poderiam ter sido evitadas. O presidente, ainda nesse contexto, demonstrou total falta de empatia com as pessoas que sofriam com a morte de entes queridos pela covid-19.

Não houve qualquer avanço na política educacional, que passou a ser pautada por ideologia, ocasionando retrocesso no aprendizado de crianças e adolescentes, em particular durante a pandemia e principalmente entre os mais vulneráveis.

A política de segurança pública se pautou por estimular a resolução de conflitos de forma individual e violenta: o acesso a armas de fogo e munições pela população foi extremamente facilitado e buscou-se estabelecer uma salvaguarda para policiais matarem, com a tentativa de aprovação da excludente de ilicitude.

Na economia, desmontou-se o orçamento federal e foram criados gastos direcionados a grupos de eleitores e interesses específicos meses antes da eleição – uma afronta às instituições eleitorais. Apesar da retórica, houve um desmonte da capacidade institucional de combate à corrupção, e várias denúncias envolvendo o atual governo, o próprio presidente e seus familiares não foram esclarecidas.

Por fim, e ainda mais importante, o atual presidente fez e continua a fazer reiteradas ameaças à democracia, agredindo o judiciário, afirmando que não respeitará os resultados da eleição e fomentando um clima de profunda instabilidade e o risco real de ruptura institucional.

Em que pesem sérias discordâncias a respeito de políticas implementadas no passado por governos do PT, reconhecemos no ex-presidente Lula a única liderança capaz de derrotar o atraso maior representado pelo atual governo. Viabilizar a sua vitória em primeiro turno nos parece a resposta mais contundente, segura e efetiva de proteção à democracia no Brasil, aumentando assim o compromisso do futuro governo com políticas que unifiquem o país. Votamos em Lula em prol da união de um amplo espectro de forças políticas em defesa da democracia, na esperança de que possamos ter um governo para todas e todos os brasileiros.

  • Amanda de Albuquerque
  • Bernard Herskovic
  • Bernardo Silveira
  • Bruno Giovannetti
  • Carlos Góes
  • Carolina Grottera
  • Cláudio Considera
  • Claudio Ferraz
  • Daniel Cerqueira
  • Diana Moreira
  • Dimitri Szerman
  • Emanuel Ornelas
  • Fernanda Estevan
  • Filipe Campante
  • Francisco Costa
  • Gabriel Ulyssea
  • Joana Monteiro
  • Joana Naritomi
  • João Ramos
  • José Tavares de Araújo Jr
  • Laura Karpuska
  • Laura Schiavon
  • Marco Bonomo
  • Marcos Ross Fernandes
  • Mayara Felix
  • Octavio de Barros
  • Otaviano Canuto
  • Paula Pereda
  • Paulo Corrêa
  • Paulo Furquim de Azevedo
  • Rafael Costa Lima
  • Raphael Corbi
  • Ricardo Dahis
  • Rodrigo R. Soares
  • Rudi Rocha
  • Sergio Firpo
  • Thomas Fujiwara
  • Tiago Cavalcanti

Afiliações FGV, George Washington University, Insper, Johns Hopkins University, London School of Economics, PUC-Rio, Princeton, UFF, UFPE, University of British Columbia, University of California – Davis, University of California – Los Angeles, University of California – San Diego, University of Cambridge, University College London, University of Delaware, USP, Yale”

F5 com Valor Econômico