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Em Zoneamento, presidente do Creci-SP, defende adensamento proporcional a cada local
29/09/2023 / 10:32
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José Augusto Viana considera o projeto importante para o crescimento sustentável da
capital paulista, mas ressalta a importância de investir em regiões de acordo com as suas
vocações econômicas e na ocupação populacional conforme interesses sociais. O
Projeto de Lei encaminhado pela Prefeitura Municipal à Câmara de Vereadores, prevê,
por exemplo, a proteção de algumas regiões da verticalização.

Ele lembrou que há algumas regiões, cuja vocação já havia definido o estilo de
ocupação, a exemplo do Planalto Paulista, onde tem inúmeras residências que estão
sendo usufruídos por escritórios comerciais, é tida ainda como uma área residencial e
que agora foi alterada, com corredor de ônibus e tudo mais para ficar adequada à
realidade.

Interesse social

“Já na área central da cidade, altamente desenvolvida, as questões relativas à ocupação
de interesse social são altamente relevantes, devido a não utilização de equipamentos
urbanos e de imóveis comerciais antigos, que podem ser demolidos e darem lugar a
imóveis residenciais e mistos para que a população que for para o centro tenha onde
comprar sem ter que pegar condução”, afirmou.

Viana, que também é vice-presidente do Conselho Federal de Corretores de Imóveis,
relaciona esse processo com algumas áreas como no bairro dos Jardins, onde o número
de prédios que está sendo construído é muito grande. E destaca que a demolição de
construções antigas evidentemente está dando um melhor aproveitamento, porque tem
condições, malha urbana, saneamento básico e tudo que se precisa, mas que está
subutilizada.

“Os novos empreendimentos se transformarão em conforto para novas pessoas”,
vaticinou, durante entrevista exclusiva ao jornalista Cândido Nóbrega, na Sede do maior
dentre os 27 Regionais. Quanto à liberação de prédios altos e de micro apartamentos,
defendeu que o adensamento seja proporcional a cada local.

Para ele, não existe como dizer que prédios são bons ou ruins, o que deve é se verificar
as condições de saneamento, dos equipamentos urbanos de cada região e definir a sua
característica para que se possa ter um gabarito adequado a uma qualidade de vida
aceitável e que seja aproveitada a infraestrutura.

Sobre micro apartamento

“Acaba sendo uma necessidade de grandes cidades, porque há profissionais que se
valem de ter essa opção próxima ao seu local de trabalho, em que ele fica de segunda a
sexta-feira e no final de semana, vai para sua casa, que normalmente fica em um bairro
ou cidade mais distante”, acrescentou.

Viana se disse preocupado com qualquer tipo de restrição nesse sentido, sobretudo pelo
fato de a execução dessas pequenas unidades não envolver tanto dinheiro quanto nos
imóveis grandes, além de atender a um público grande que existe, que tem essa
necessidade.

“Ao menos aqui na Capital, são apartamentos de 14 a 19 m2, porém, já ouvimos falar de
projetos com 9m2, mas não temos certeza. Eles têm áreas de serviço comuns, como de
cozinha e lavanderia e tudo isso custa dinheiro para montar, bem como para manter, o que eleva o preço, devido à necessidade de uma maior sofisticação, senão inexistiria a
atração do público”, esclareceu.