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Enamed revela avaliação ruim e impõe punições a faculdades de Medicina na Paraíba
20/01/2026 / 08:49
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Quatro faculdades de Medicina da Paraíba serão punidas após nota insuficiente no Enamed – Foto: Unsplash

Quatro cursos de Medicina em funcionamento na Paraíba vão sofrer punições do Ministério da Educação (MEC) após obterem desempenho considerado insatisfatório no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (19/1) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

As instituições receberam nota 2 no exame, em uma escala que vai de 1 a 5, classificação que o Inep considera insuficiente. Como consequência, os cursos terão redução no número de vagas para novos ingressantes, além de restrições no acesso a programas como o Fies.

Faculdades de Medicina que serão punidas na Paraíba:

  • Unipê (João Pessoa) – Nota 2
  • Unifacisa (Campina Grande) – Nota 2
  • Famene (João Pessoa) – Nota 2
  • Afya (João Pessoa) – Nota 2

O Enamed é aplicado anualmente e tem como objetivo avaliar o desempenho dos estudantes e a qualidade da formação médica oferecida pelas instituições de ensino superior. Cursos que obtêm notas 1 ou 2 são considerados insatisfatórios e ficam sujeitos a penalidades.

No estado, além das quatro instituições com nota 2, há dois cursos que alcançaram nota 3, considerada razoável, e três cursos com nota 4, avaliação classificada como boa.

Cursos de Medicina da Paraíba com boas avaliações no Enamed:

  • Universidade Federal da Paraíba (UFPB) – Nota 4
  • Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), campus Cajazeiras – Nota 4
  • Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), campus Campina Grande – Nota 4
  • UNIFIP, em Patos – Nota 3
  • Unifsm, em Cajazeiras – Nota 3

Antes da divulgação oficial dos resultados, uma entidade que representa universidades particulares tentou barrar a publicação dos dados na Justiça, mas o pedido foi negado.

Em todo o país, mais de 100 cursos de Medicina foram mal avaliados. Dos 351 cursos analisados, cerca de 30% ficaram na faixa considerada insatisfatória. Já os melhores desempenhos, com notas 4 e 5, se concentraram majoritariamente em universidades públicas federais e estaduais.

Segundo o ministro da Educação, Camilo Santana, as instituições penalizadas ainda terão prazo para apresentar defesa. Ele destacou que a medida tem como foco assegurar a qualidade da formação médica e proteger a população que será atendida pelos futuros profissionais.

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