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Giselle Itié move novo processo contra Antonia Fontenelle, que responde por crime de racismo na Paraíba
17/11/2021 / 11:40
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Após perder a ação que movia contra Antonia Fontenelle por xenofobia e racismo, a atriz Giselle Itié abriu um novo processo contra a viúva de Marcos Paulo. Desta vez, a apresentadora é processada por danos morais.

Giselle pede uma indenização por se sentir ofendida por Fontenelle que, ao saber que a atriz havia sofrido assédio de um diretor de novelas aos 23 anos, afirmou que Itié deveria voltar para seu país. “Volta para o seu país, é o melhor que você faz”, postou Antonia, na ocasião. Giselle nasceu no México.

Fontenelle ainda fez outras declarações sobre o episódio, gerando um mal-estar em Itié. Em seu canal no YouTube, Antonia falou sobre o novo processo. “Giselle Itiê não desistiu da ação. Ela entrou com processo por danos morais, pedindo dinheiro. Não sei se ela pediu segredo de Justiça, mas não estou a fim de fazer segredo com uma coisa absurda dessas”, disse.

Processo na Paraíba

Em setembro, Antonia Fontenelle foi indiciada pela Polícia Civil paraibana pelo crime de preconceito após comentários xenofóbicos sobre o DJ Ivis. O produtor apareceu em vídeos agredindo a ex-mulher, Pamela Hollanda.

Segundo o inquérito policial, os comentários de Fontenelle caracterizam manifestações preconceituosas generalizadas, direcionadas a todos os paraibanos.

Ao se posicionar contra as agressões de DJ Ivis à Pamela Hollanda, Antonia disse que “Esses ‘paraíbas’ fazem um pouquinho de sucesso e acham que podem tudo. Amanhã vou contatar as autoridades do Ceará para entender porque esse cretino não foi preso”.

Após a repercussão negativa dos comentários, ela voltou a se manifestar sobre o assunto:

“Esse bando de desocupado aí da máfia digital que não tem nada o que fazer. Se juntaram pra agora me acusar de xenofobia. De novo? Num cola! Já tentaram me acusar de xenofobia. (…) Porque eu falei ‘esses ‘paraíba’ quando começam a ganhar um pouquinho de dinheiro acham que podem tudo. ‘Paraíba’ eu me refiro a quem faz ‘paraibada‘, pode ser ele sulista, pode ser ele nordestino, pode ser ele o que for. Se fizer paraibada, é uma força de expressão”, disse em um vídeo.

Antônia Fontenelle chegou a ajuizar um habeas corpus para impedir a realização das investigações. A liminar, no entanto, foi negada pela Justiça.

Da Redação com Istoé