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Governador evita embate com Hervázio e diz que não entra em “discussão de vitimização”
20/01/2026 / 14:50
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Foto: Reprodução

O governador João Azevêdo (PSB) evitou ampliar o embate com o deputado estadual Hervázio Bezerra (PSB) ao comentar, nesta terça-feira (20), as recentes declarações do parlamentar. A fala ocorreu durante a solenidade de entrega do novo prédio do Empreender Paraíba, na Avenida Epitácio Pessoa, na manhã de hoje (20), e reforçou o distanciamento político entre os dois.

Sem entrar em detalhes sobre as críticas feitas por Hervázio, o governador afirmou que não pretende transformar o episódio em um debate público. “Eu acho que o deputado escolheu o seu caminho, então eu não tenho o que responder a ele”, disse, ressaltando que não entrará em discussões que, segundo ele, se baseiam em vitimização.

João Azevêdo também respondeu às interpretações de que elogios feitos recentemente a integrantes do governo teriam o objetivo de desqualificar ex-gestores. “Quando eu fiz um elogio ao secretário Lindolfo, eu não quis diminuir quem quer que fosse que tivesse passado pela Secretaria de Esportes. Agora, se fazer de vítima, querer se vitimar o tempo todo, é que eu não vou entrar nessa discussão”, afirmou.

O governador usou ainda a área da saúde como exemplo para afastar a leitura de confronto com antigos auxiliares. Segundo ele, destacar avanços da gestão não significa desmerecer quem esteve antes. “Quando eu digo que a saúde do Estado cresceu, eu estou diminuindo alguém? É claro que não”, disse.

Ruptura exposta

As declarações ocorrem após Hervázio Bezerra tornar público o rompimento político com João Azevêdo. Nos últimos dias, o deputado afirmou que não pretende apoiar uma eventual candidatura do governador ao Senado em 2026, movimento interpretado nos bastidores como resultado de desgaste acumulado desde o início da atual gestão.

Ex-secretário estadual de Esportes, Hervázio demonstrou insatisfação com falas do governador sobre a condução da pasta e passou a adotar um discurso mais crítico em relação ao Palácio da Redenção. O episódio evidencia uma fissura dentro da base aliada e antecipa o clima de rearranjo político que começa a se formar no estado.

Questionado se o deputado teria apenas aproveitado o momento para assumir publicamente sua posição, João Azevêdo foi evasivo. “Talvez já tenha tomado isso há muito tempo, mas não tenha colocado”, afirmou.

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