
O governo avalia a possibilidade de liberar parte do FGTS para que os brasileiros possam utilizar o recurso no pagamento de dívidas. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou nesta terça-feira (7) que a medida está sendo estudada em conjunto com o Ministério do Trabalho, considerando o impacto dessa ação na saúde financeira do fundo.
O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) é uma reserva instituída para amparar o trabalhador em situações específicas, como demissão sem justa causa ou para a compra da casa própria. A discussão sobre a utilização do FGTS para amortizar dívidas surge em meio ao aumento do endividamento das famílias brasileiras, agravado pela inflação e pelo aumento dos custos dos combustíveis.
Durante reunião na Câmara dos Deputados com a bancada do PT, Durigan afirmou: “Estamos avaliando isso com o Ministério do Trabalho, que tem uma preocupação com a higidez do fundo de garantia. Ao se fazer uma análise, se a gente achar que for razoável uma utilização para o refinanciamento de algumas dívidas, isso vai ser admitido”. O ministro também destacou que as decisões estão sendo tomadas em conjunto com o ministro Luiz Marinho, do Trabalho, e que o impacto dessa proposta sobre o FGTS ainda está sendo cuidadosamente analisado.
Na mesma data, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu os ministros da área econômica para discutir estratégias de apoio às famílias que enfrentam dificuldades financeiras. Entre as medidas avaliadas está a possibilidade de consolidar diversos débitos em uma única dívida, que teria juros reduzidos e até 80% de desconto no valor principal em alguns casos.
Essas propostas fazem parte do esforço do governo para conter o aumento do endividamento das famílias brasileiras e mitigar os efeitos da crise econômica atual, envolvendo o uso do FGTS e a renegociação de dívidas como ferramentas principais dessa política.