
O Grupo Pão de Açúcar (GPA) anunciou a conclusão da renegociação de sua dívida dentro do processo de recuperação extrajudicial. O acordo, que contou com a adesão de 57% dos credores não operacionais, acima do mínimo exigido por lei, representa um avanço importante para a reestruturação financeira da companhia.
Com a negociação, o GPA conseguiu reduzir mais de R$ 2 bilhões em endividamento, além de aliviar a pressão sobre o caixa em mais de R$ 4 bilhões nos próximos anos. Entre as principais mudanças estão dois anos de carência, alongamento do prazo médio da dívida por mais de quatro anos e redução dos custos financeiros.
De acordo com o vice-presidente financeiro e CFO da empresa, Pedro Albuquerque, o acordo foi concluído em tempo recorde. “Mesmo em um ambiente de mercado desafiador, concluímos o acordo em menos de 60 dias após o protocolo da recuperação extrajudicial, o que reforça a confiança dos credores na solidez da operação e no plano de transformação do GPA”, afirmou.
A nova estrutura financeira deve permitir que a empresa avance em suas prioridades estratégicas, com foco na melhora da rentabilidade, aumento da eficiência e crescimento sustentável.
O CEO do GPA, Alexandre Santoro, destacou que a renegociação é parte de um processo mais amplo de transformação. “A nova estrutura de capital é um passo importante dentro de uma transformação mais ampla que estamos conduzindo, com foco na redução de passivos e na recuperação consistente da rentabilidade”, disse.
Durante todo o processo, o grupo manteve suas operações normalmente em mais de 700 lojas, garantindo o abastecimento e a relação com fornecedores e parceiros comerciais.
Com a liquidez preservada, a expectativa da empresa é entrar em um novo ciclo com maior capacidade de investimento, crescimento das vendas e melhora gradual dos resultados financeiros nos próximos anos.
