
A resposta militar do Irã dominou as primeiras horas após os bombardeios conduzidos pelos Estados Unidos e por Israel neste sábado (28). Pouco depois das explosões registradas em várias cidades iranianas, a Guarda Revolucionária anunciou o lançamento de mísseis e drones contra alvos considerados estratégicos na região.
Segundo autoridades iranianas, os ataques miraram posições militares e bases americanas em países do Golfo e também território israelense. Houve confirmação de impactos em instalações usadas pela Quinta Frota dos EUA no Bahrein, embora a extensão dos danos não tenha sido detalhada inicialmente.
Em Israel, sirenes de alerta foram acionadas e explosões foram ouvidas em cidades como Jerusalém e Tel Aviv, enquanto o sistema de defesa aérea tentava interceptar projéteis. Autoridades locais informaram que pelo menos uma pessoa ficou ferida após estilhaços atingirem um prédio residencial.
O governo do Irã classificou a ofensiva americana e israelense como violação da soberania nacional e afirmou que a retaliação é um “direito legítimo”. Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores declarou que a resposta será contínua e proporcional à escalada militar.
A operação inicial foi ordenada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que afirmou ter como objetivos enfraquecer as capacidades militares iranianas e neutralizar o programa nuclear do país. Já o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que os ataques buscavam eliminar o que chamou de “ameaça existencial”.
Com a troca de ataques, cresce o temor internacional de que o confronto se amplie para um conflito regional de grandes proporções.