
O acidente aéreo que matou todos os integrantes da banda Mamonas Assassinas completa 30 anos nesta segunda-feira (2). Em 1996, o grupo voltava de um show em Brasília com destino ao aeroporto de Guarulhos (SP) quando, após uma sequência de falhas operacionais, a aeronave colidiu com a Serra da Cantareira.
A banda Mamonas Assassinas era formada por Dinho (voz), Bento Hinoto (guitarra), Samuel Reoli (baixo), Júlio Rasec (teclados) e Sérgio Reoli (bateria).
Poucas horas antes do acidente, o tecladista Júlio Rasec deu uma declaração que repercute até os dias de hoje. Em um vídeo, o artista estava retocando o cabelo quando comentou sobre um sonho.
“Essa noite eu sonhei com um negócio… parecia que o avião caía. Não sei”, disse. Confira:
Além dessa declaração, em um documentário da MTV na Estrada – Mamonas Assassinas (1996), o vocalista Dinho disse que “o avião quase caiu” na Floresta Amazônica devido a um radar quebrado e que as viagens a seguir seriam “uma aventura”.
A banda Mamonas Assassinas, formada em 1995, era conhecida por suas músicas consideradas exóticas, com letras engraçadas e cheias de duplo sentido. O grupo lançou seu primeiro e único álbum, “Mamonas Assassinas”, com 14 faixas, em 23 de junho de 1995. Em pouco tempo, as canções passaram a figurar entre as mais tocadas nas rádios do país, misturando estilos como pagode, heavy metal, forró e brega.
Músicas como “Pelados em Santos”, “Robocop Gay” e “Chopis Centis” estavam entre as mais cantadas por crianças e adultos. A banda realizava de sete a oito shows por semana, em várias regiões do Brasil, além de participar dos principais programas de TV da época.
O sucesso dos Mamonas Assassinas durou cerca de oito meses, período em que o grupo se preparava para uma turnê em Portugal. Mesmo em pouco tempo, alcançou números expressivos, com mais de três milhões de discos vendidos e a conquista do disco de diamante.