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Hamas diz que Gaza tem labirinto subterrâneo maior que metrô de SP
21/10/2023 / 11:13
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A promessa israelense de “eliminar o Hamas e destruir suas capacidades militares e políticas” é considerada complexa – e isso ajuda a entender o impasse sobre entrar por terra em Gaza, apesar das tropas e posição de ataque.

A faixa de Gaza tem só 41 km de comprimento e 10 km de largura. Mas esse terreno cresce quando se leva em conta lado obscuro do território.

É muito difícil avaliar o tamanho do “Metrô de Gaza”, como Israel chama a rede de túneis em constante construção na região e sob domínio do Hamas.

Após combates em 2021, forças militares israelenses disseram ter destruído mais de 100 km de túneis em ataques aéreos. O Hamas, no entanto, disse que os seus túneis se estendiam por 500 km e que apenas 5% haviam sido atingidos.

O maior metrô do Brasil, em São Paulo, tem pouco mais de 100km, para efeito de comparação.

“O risco da rede de túneis é que ela vai permitir que os defensores do Hamas se movam pelo campo de batalha enquanto estão escondidos e protegidos de ataques”, explicou à BBC News Brasil David Betz, professor de Guerra no Mundo Moderno na universidade Kings College de Londres.

“Assim, eles podem ser capazes de atacar as forças israelenses de surpresa pelo flanco ou pela retaguarda e potencialmente desaparecer novamente.” O especialista explica que é difícil localizar as entradas e saídas dos túneis.

“Eles também são bastante difíceis de destruir. Os explosivos têm de ser colocados numa parte considerável do seu comprimento para causar um grande colapso. Um pequeno colapso pode ser contornado pelo Hamas e o túnel voltar a ser utilizado”, diz.

À BBC, Daphné Richemond-Barak, especialista em guerra subterrânea da Universidade Reichman, em Israel, explica que os túneis dentro de Gaza têm centros de comando e controle, eletricidade, e permitem a permanência de longo prazo de integrantes do grupo.

“O Hamas poderia facilmente usar escudos humanos no contexto dos túneis e simplesmente colocar reféns israelenses, e outros dentro deles”, diz.