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Acusado de envolvimento em morte de lutador de MMA é absolvido pela Justiça na Paraíba
21/05/2024 / 16:33
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Vítima fatal do crime cometido em 2015, Herisson da Silva Medeiros – Imagem: Reprodução

O réu Igor Matheus Feitosa Lopes foi absolvido pelo Conselho de Sentença do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) do crime de homicídio em que foi vítima o lutador de MMA Herisson Medeiros. O julgamento foi realizado nessa segunda-feira (20/5) no Fórum da Comarca de Cabedelo.

A sentença foi proferida pela juíza Thana Michelle Carneiro Rodrigues, presidente do Tribunal do Júri. Da decisão cabe recurso.

“Em consonância com a decisão soberana do Tribunal do Júri, declaro absolvido o réu Igor Matheus Feitosa Lopes, qualificado nos autos, das imputações a ele feitas neste processo. Ficam revogadas todas as medidas restritivas provisoriamente decretadas (artigo 492, II, ‘b’, do CPP) contra o acusado neste feito”, disse a magistrada na decisão.

Em fevereiro deste ano, Gustavo José Pereira Dias, outro acusado de participar do assassinato do lutador de MMA, foi condenado a 16 anos de prisão, por corrupção de menores e homicídio qualificado.

O Conselho de Sentença entendeu que a tese da defesa do acusado Igor Matheus Feitosa Lopes estava correta. Segundo essa tese, Igor Matheus não cooperou na efetivação do homicídio.

Conforme a acusação, Igor Matheus e um adolescente teriam incentivado e instigado Gustavo José Pereira Dias, o outro acusado, a matar o lutador com disparos de arma de fogo. Gustavo José atirou quatro vezes contra Herisson da Silva.

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O crime aconteceu no dia 1º janeiro de 2015, na Rua Mar Vermelho, no Bairro de Intermares, em Cabedelo, região metropolitana de João Pessoa (PB). Conforme a denúncia, a vítima estava na orla da praia de Intermares com alguns familiares e, durante a madrugada, saiu para deixar seus pais em casa, retornando à orla, uma vez que ocorriam festividades de Réveillon.

No retorno, ao passar por um terreno abandonado, a vítima teria tropeçado em três pessoas que estavam agachadas e fazendo uso de entorpecente.

“Meu irmão tropeçou, eu vi na hora que ele tropeçou. Quando eu me deparei com a situação, vi que eles estavam tendo um atrito verbal. Ele estava a um metro de distância. O suspeito realmente se equivocou, meu irmão viu quando ele se levantou. O suspeito então sacou a arma e fez toda a situação”, alegou na época do crime um irmão da vítima. O trio foi detido no mesmo dia do homicídio, 1º de janeiro.