InfoGripe: influenza A recua no Norte e Nordeste, mas avança no Centro-Sul
10/04/2026 / 06:30
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Um novo boletim InfoGripe, divulgado pela Fiocruz nesta quinta-feira (9), mostra um cenário misto da síndrome respiratória aguda grave (SRAG) no Brasil. Há interrupção do crescimento e queda nos casos graves de influenza A em parte do Norte e Nordeste, enquanto o Centro-Sul apresenta avanço, mantendo o país em alerta.

Atualmente, 18 estados e o Distrito Federal estão em nível de alerta, risco ou alto risco, sendo que 13 registram crescimento nas últimas semanas.

No Norte e Nordeste, a influenza A perde força, com queda ou desaceleração dos casos graves, mas os níveis de incidência ainda são elevados. Estados como Acre, Pará, Maranhão, Bahia e Rio Grande do Norte continuam com registros relevantes, e alguns ainda apresentam crescimento recente, indicando instabilidade.

No Centro-Oeste, Sudeste e Sul, há aumento consistente de SRAG associada à influenza A. Estados como São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina registram avanço nas últimas semanas.

Nas últimas quatro semanas, o rinovírus foi responsável por cerca de 40% dos casos positivos, seguido por influenza A (30,7%), vírus sincicial respiratório (19,9%) e Covid-19 (6,2%).

Entre os óbitos, a influenza A lidera com 40,5%, seguida por Covid-19 (25%) e rinovírus (27,3%).

Desde o início do ano, o Brasil registrou 31.768 casos de SRAG, sendo cerca de 13 mil com confirmação laboratorial para vírus respiratórios.

A doença começa com sintomas como febre, tosse e coriza, podendo evoluir para dificuldade respiratória grave e necessidade de hospitalização.

A incidência é maior em crianças pequenas, principalmente por vírus sincicial respiratório e rinovírus. Já a mortalidade é maior entre idosos, com destaque para influenza A e Covid-19.

A pesquisadora Tatiana Portella destaca que a vacina contra influenza é a principal forma de proteção contra casos graves e mortes.

“Também recomendamos que pessoas com sintomas de gripe ou resfriado permaneçam em casa em isolamento; caso isso não seja possível, o ideal é sair usando uma boa máscara”, afirma Portella.