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Inovação: UFPB desenvolve material com fibra vegetal para uso na construção civil

Resina é obtida a partir do petróleo e de sobras de fibras vegetais da fabricação de vassouras

Os pesquisadores Denise Muniz e Eduardo Santos, egressos do curso de doutorado do Programa de Pós-graduação em Ciência e Engenharia de Materiais (PPCEM), vinculado ao Centro de Tecnologia da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), desenvolveram o fibranato, compósito polimérico reforçado por sobras de fibra vegetal.

O fibranato pode ser aplicado na construção civil enquanto revestimento de superfícies, como pisos e paredes, em ambientes internos e externos, em substituição a rochas ornamentais, a exemplo do mármore, do gnaisse e do granito.

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Fibranato pode ser aplicado na construção civil (Foto: Divulgação/Ascom UFPB)

Um material compósito, também chamado de composite, é um material formado pela união de outros materiais com o intuito de obter um produto de maior qualidade. O fibranato desenvolvido por Denise Muniz e Eduardo Santos foi criado com resina polimérica insaturada.

Essa resina foi obtida do craqueamento do petróleo, um processo químico que transforma frações de cadeias carbônicas maiores em frações com cadeias carbônicas menores, e reforçada por sobras de fibras vegetais obtidas do descarte do processo de fabricação de vassouras, submetidas a tratamento superficial.

O fibranato desenvolvido por Denise Muniz e Eduardo Santos foi criado com resina polimérica insaturada (Foto: Divulgação/Ascom UFPB)

“Conforme o estudo realizado em minha tese, espera-se beneficiar, na melhor das hipóteses, uma população de produtores de fibra de piaçava, uma espécie de palmeira [usada na fabricação de vassouras, artesanato e coberturas de cabanas]. Esses produtores habitam a Costa do Dendê e a Costa do Cacau, no Sul da Bahia, cuja matriz econômica é estruturada na produção agrossilvipastoril, que integra atividades agrícolas, pastoris e florestais”, contou Denise Muniz.

Segundo a doutora pela UFPB, o fibranato se insere em um mercado que movimentou cerca de R$ 74 bilhões em 2019, somente no âmbito da construção de edifícios residenciais e comerciais, cujo crescimento estimado é de 4% para este ano. “A demanda por revestimentos tenderá a acompanhar este percentual”, analisou a pesquisadora.

O fibranato se insere em um mercado que movimentou cerca de R$ 74 bilhões em 2019, somente no âmbito da construção de edifícios residenciais e comerciais (Foto: Divulgação/Ascom UFPB)

O pedido da patente do produto foi registrado junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), com a assessoria e apoio da Agência de Inovação Tecnológica (Inova) da UFPB, em 2018, sendo o fibranato premiado na categoria “Patente de invenção”, na 5ª edição do Prêmio de Inovação Tecnológica Professor Delby Fernandes de Medeiros, concedido pela UFPB.

A criação do produto atende aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), uma iniciativa global para o desenvolvimento econômico, social e ambiental, promoção dos direitos humanos e redução da pobreza e das desigualdades.

A criação do produto atende aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU (Foto: Divulgação/UFPB)

Além disso, o invento tem o potencial de otimizar a cadeia produtiva da silvicultura, relativa ao cultivo de florestas através do manejo agrícola, aliada ao formato de Arranjo Produtivo Local (APL). Segundo os pesquisadores, o produto possui viabilidade técnico-econômica e potencial competitivo no mercado.

A patente teve financiamento da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), com o recurso das bolsas de estudo disponibilizadas aos pesquisadores-inventores.

Interessados em desenvolver o produto e investir na produção de lotes do fibranato podem entrar em contato pelo e-mail omnispdp@yahoo.com ou pelos telefones (83) 98813.4718 e (83) 99990.0953.

Segundo os pesquisadores, o produto possui viabilidade técnico-econômica e potencial competitivo no mercado (Foto: Divulgação: Ascom/UFPB)

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