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INSEGURANÇA DA INFORMAÇÃO: Unicred e outras cooperativas de crédito têm sistemas vulneráveis
26/11/2021 / 20:59
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Na segunda-feira (22), a Unicred avisou ter sido alvo de um ataque cibernético que paralisou o funcionamento de suas operações, site e canais digitais. No dia seguinte, a instituição emitiu um comunicado afirmando que já havia neutralizado a ameaça e o processo de normalização dos sistemas estava em andamento.

Ainda no comunicado oficial, a Unicred afirma não ter identificado quaisquer perdas financeiras ou comprometimento de dados pessoais dos cooperados. Até o momento, a instituição não deu detalhes sobre qual tipo de ataque sofreu.

Com base nessa ocorrência, você confiaria seu dinheiro e negócio aplicado nos sistemas eletrônicos das cooperativas de crédito?

Para o especialista em Segurança da Informação Humberto Junior, a resposta é não! Ele afirma que desde abril de 2018 o Banco Central do Brasil (BCB) publicou a Resolução 4.658, objetivando aumentar a estabilidade do sistema financeiro nacional, inclusive as cooperativas. “Essa medida visava regularizar a privacidade das informações. A exigência para que um banco seja verdadeiramente um banco e comece a operar é que ele trabalhe com certificações de segurança da informação que são padrões exigidos para uma segurança mínima necessária e existem certificações especificas para as cooperativas”, afirmou.

Humberto falou sobre que cada cooperativa de crédito tem que ser avaliada, e acredita que elas devem cumprir as exigências de seguranças necessárias . “A gente não pode generalizar e dizer que todas as cooperativas de crédito não são seguras, podem ter algumas que não estão aderentes, mas acredito que elas tenham uma exigência e não sei até que ponto elas são auditadas para saber se estão cumprindo seus papeis gerando evidências necessárias garantindo a segurança das informações dessas empresas”, disse.

Transparência

O especialista comentou que algumas das cooperativas não informam os padrões usados na segurança dos dados. “Um exemplo disso é a SICOOB. Ela fala sobre segurança superficialmente mas em nenhum momento cita padrões utilizados por eles para garantir a segurança”, afirmou

Bancos tradicionais

“Os bancos são auditados anualmente. São auditorias de ‘recertificação’, são verificados se está acontecendo treinamento do pessoal, se todos antivírus estão atualizados, se as máquinas estão sendo controladas, se existem criptografias de dados, se os dados de cartões estão sendo bem protegidos e assim por diante”, concluiu.

Humberto ainda garantiu que os bancos tradicionais se tornam mais seguros e confiáveis por conta dessa série de exigências na segurança da informação o que não acontece nas cooperativas de crédito, quando a vulnerabilidade das informações tendem a serem bem maiores.

Humberto Júnior
Especialista em Segurança da Informação, Professor Universitário e Jornalista

https://www.linkedin.com/in/halencarjunior/