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Irã ordena julgamentos públicos e execuções para conter protestos
14/01/2026 / 12:34
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O regime iraniano determinou a realização de julgamentos sumários e públicos, além de execuções por enforcamento, para reprimir os protestos que acontecem no país. Com mais de 2.500 mortos e 18 mil presos desde o início dos protestos, o governo busca conter as manifestações que se espalham pelas 31 províncias. As medidas incluem o bloqueio da internet e a criminalização da participação nas manifestações, enquanto o número de execuções no Irã aumenta expressivamente.

Medidas para conter protestos no Irã

O número de execuções no Irã cresceu significativamente, superando 2 mil em 2025, o maior índice registrado em 11 anos, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA).

A HRANA registrou 2.063 execuções no ano passado, entre 1.807 homens e 61 mulheres, um aumento de 106% em comparação a 2024. O Irã está entre os cinco países que mais aplicam a pena de morte no mundo, usando principalmente acusações relacionadas a homicídios e tráfico de drogas.

Julgamentos públicos e rápidas execuções

Diante das ondas de protestos, que já duram 18 dias e ocorrem em todas as 31 províncias iranianas, Gholamhossein Mohseni-Ejei, presidente do Supremo Tribunal do Irã, anunciou que os julgamentos contra manifestantes devem ser realizados de forma pública e rápida. Ele afirmou em pronunciamento pela TV estatal: “Se alguém queimou outra pessoa, decapitou alguém e ateou fogo nela, então devemos agir rapidamente. Se houver um atraso de dois ou três meses, o impacto não será o mesmo. O que precisa ser feito, deve ser feito rapidamente”.

Entre os casos, está o do manifestante Erfan Soltani, de 26 anos, preso na semana passada, cuja execução por enforcamento foi programada para poucos dias após um julgamento de apenas dois dias, segundo sua família. A HRANA informou que 11 execuções públicas aconteceram em 2025.

Uso de confissões e repressão

Imagens de confissões exibidas pela TV estatal mostram manifestantes admitindo crimes e supostos vínculos com os EUA e Israel, segundo a HRANA, essas confissões são obtidas sob condições de coação e tortura física e psicológica. O regime mantém a política de enforcar os condenados publicamente como forma de repressão.

Além das execuções, o governo iraniano bloqueou o acesso à internet e telefonia em quase todo o país. O ministro da Justiça, Amin Hossein Rahimi, declarou que todos os iranianos que participaram dos protestos desde 8 de setembro serão considerados criminosos.