Justiça concede prisão domiciliar para presa em operação contra aliciamento violento de eleitores na capital 
20/09/2024 / 16:01
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Imagem da operação ‘Território Livre’, deflagrada pela PF em João Pessoa – Divulgação/Polícia Federal

Pollyana Monteiro Dantas dos Santos, presa pela Polícia Federal na segunda fase da operação Território Livre, na quinta-feira (19/9), teve prisão domiciliar concedida pela Justiça da Paraíba nesta sexta-feira (20).

A decisão foi da juíza Virgínia Gaudêncio de Novais, da 76ª Zona Eleitoral de João Pessoa. A defesa justificou que a suspeita é responsável pela mãe, uma idosa de 90 anos que está sob sua curatela.

Pollyana terá que usar tornozeleira eletrônica e não poderá manter contato com os demais investigados no caso. Ela é acusada de pressionar moradores do bairro São José, em João Pessoa, para determinar em quem eles devem votar nas eleições.

A operação investiga crime de aliciamento violento de eleitores na capital e também prendeu a vereadora Raíssa Lacerda (PSB), além de Taciana Batista do Nascimento (usada por Pollyana para exercer influência na comunidade, é seu braço direito. Ligada a ONG Ateliê Vida, segundo a PF) e Kaline Neres do Nascimento Rodrigues (articuladora de Raíssa Lacerda no bairro Alto do Mateus. Tem ligação com facção do bairro e usa para coagir os votos em determinados candidatos, conforme as investigações da Polícia Federal). As três seguem presas no presídio Júlia Maranhão, no bairro de Mangabeira.

O advogado Aécio Farias, que faz a defesa de Pollyana Monteiro Dantas dos Santos, declarou que ela “nega veementemente qualquer conduta ilícita”.

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