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Justiça de Nova York marca julgamento de Luigi Mangione por assassinato
06/02/2026 / 14:54
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Luigi Mangione chegando ao Tribunal Criminal de Manhattan, em Nova York, em 23 de dezembro de 2024 – Foto: CHARLY TRIBALLEAU / AFP

A Justiça estadual de Nova York confirmou para 8 de junho o julgamento de Luigi Mangione pelo assassinato do CEO da UnitedHealthcare, Brian Thompson. De acordo com o tribunal, Mangione responderá por homicídio em processo decorrente do incidente ocorrido em dezembro de 2024 no Midtown Manhattan.

Acusações

Luigi Mangione, de 27 anos, é acusado de executar a tiros Thompson na calçada próxima a um hotel onde o executivo estava hospedado para uma reunião com investidores. O crime provocou repercussão nos Estados Unidos devido ao perfil da vítima e às circunstâncias do assassinato.

Mangione se declarou inocente das acusações estaduais de homicídio, porte ilegal de armas e falsificação. Ele também nega acusações de perseguição em processo federal separado que tem julgamento previsto para 13 de outubro.

Andamento processual

O juiz Gregory Carro, da Suprema Corte de Nova York, fixou a data do julgamento nesta sexta-feira (6), durante audiência que contou com a presença do acusado e de seus advogados. Promotores do distrito de Manhattan, liderados por Alvin Bragg, buscam um julgamento rápido no âmbito estadual antes do processo federal.

Repercussão e antecedentes

Brian Thompson, que liderava a área de seguros de saúde da UnitedHealth Group, foi morto em 4 de dezembro de 2024. Mangione foi preso cinco dias após o crime na Pensilvânia e permanece detido. Algumas manifestações na internet mostraram apoio popular a Mangione, em meio a críticas públicas contra o sistema de saúde dos EUA.

Inicialmente, Mangione foi acusado de terrorismo pelas autoridades estaduais, mas a acusação foi afastada por falta de provas de intenção de influenciar políticas públicas, conforme decisão do juiz Carro.

Processo federal separado

No âmbito federal, o procurador do Distrito Sul de Nova York apresentou acusações similares, incluindo homicídio, porte ilegal de armas e perseguição, buscando a pena de morte. Entretanto, o juiz responsável rejeitou as acusações de homicídio e porte ilegal em janeiro por questões técnicas, removendo a possibilidade da pena máxima. Caso condenado por perseguição, Mangione pode receber prisão perpétua.

O caso continua em desenvolvimento e novas atualizações são esperadas.