
A Justiça da Paraíba determinou a falência da Braiscompany e de outras empresas ligadas ao grupo econômico investigado por um esquema que teria causado prejuízo superior a R$ 1 bilhão. A decisão foi assinada no último dia 6 de fevereiro pelo juiz Cláudio Pinto, da Vara de Feitos Especiais de Campina Grande.
Na sentença, o magistrado considerou, entre outros fatores, a condenação dos sócios Antônio Neto Ais e Fabrícia Cândido por crimes contra o sistema financeiro, além do fato de ambos estarem presos na Argentina. Também tiveram a falência decretada empresas como Braiscompany Soluções Digitais e Treinamentos, Braistech Centro de Inovação e Tecnologia, Brais Games Software e Brais Holding Participações.
De acordo com a decisão, as sedes estão fechadas e sem funcionamento, enquanto mais de cinco mil ações judiciais foram movidas contra o grupo em todo o país. O juiz destacou ainda o abandono das atividades e a ausência de recursos para pagamento de credores, o que caracteriza situação típica de falência.
Com a medida, foi determinada a arrecadação de bens, documentos e livros contábeis, além da lacração dos estabelecimentos. As cobranças individuais contra as empresas ficam suspensas, passando a ser concentradas no processo falimentar, responsável por organizar a liquidação do patrimônio e o pagamento dos credores.
Segundo as investigações, o casal é apontado como responsável por desviar cerca de R$ 1,11 bilhão e fazer mais de 20 mil vítimas por meio da captação de investimentos com promessa de rendimentos mensais considerados fora dos padrões do mercado.
A decretação da falência marca uma nova etapa judicial do caso, agora voltada à tentativa de recuperação de ativos e eventual ressarcimento das pessoas prejudicadas pelo esquema.