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Justiça decreta prisão preventiva de policiais de Sergipe envolvidos em morte de advogado paraibano
24/08/2021 / 13:55
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A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) acatou um recurso do Ministério Público estadual (MPPB) para decretar a prisão preventiva de três policiais do estado de Sergipe acusados da morte do advogado paraibano Geffeson de Moura Gomes, durante uma suposta operação policial realizada em 16 de março de 2021, no município de Santa Luzia.

As defesas dos três réus informaram que vão recorrer da decisão.

O Ministério Público interpôs recurso perante a Câmara Criminal contra decisão do Juízo da Vara Única de Santa Luzia que denegou o pedido de prisão preventiva do delegado Osvaldo Resende Neto, do policial civil José Alonso de Santana e do PM Gilvan Morais de Oliveira.

O processo começou a ser julgado na sessão do dia 17 de agosto, tendo na ocasião o relator, juiz convocado Carlos Antônio Sarmento, votado a favor do recurso. Na sequência, o desembargador Arnóbio Alves Teodósio pediu vista dos autos. Já na sessão desta terça-feira, ele acompanhou o relator, sendo seguido pelo desembargador Ricardo Vital de Almeida.

Segundo a denúncia do MPPB, foi o delegado Osvaldo quem “posicionou-se ao lado da porta do condutor do veículo e, à queima-roupa, sem permitir qualquer possibilidade de defesa por parte da vítima, efetuou oito disparos de arma de fogo”. Os policiais teriam confundido Geffeson com outro homem, Luiz Henrique Cunha Carvalho, em função de algumas semelhanças fisionômicas.

Geffeson tinha 32 anos e estava indo para o município de Cajazeiras visitar o pai, quando foi surpreendido pelo delegado sergipano na cidade de Santa Luzia.

Ainda de acordo com a denúncia, após a execução, os denunciados plantaram uma arma, que, segundo eles, teria sido usada pela vítima, o que foi desmentido pela investigação. O objetivo seria induzir em erro os investigadores, peritos e juízes atuantes no procedimento investigatório criminal.

Guilherme Maluf, advogado do policial militar Gilvan Moraes e do delegado Osvaldo Resende, informou que não há qualquer elemento que justifique a prisão preventiva e que a decisão deve ser recorrida ao Supremo Tribunal de Justiça (STJ). Segundo o advogado do policial José Alonso, a defesa também vai recorrer da decisão.

Da Redação com G1 PB