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Kim Jong-un leva filha para teste de míssil na Coreia do Norte
12/03/2026 / 15:00
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Foto: Reprodução

Kim Jong-un acompanhou sua filha durante testes de mísseis de cruzeiro disparados de um destróier da marinha norte-coreana, conforme divulgado pela mídia estatal da Coreia do Norte nesta quarta-feira (11). As imagens da Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA) mostram pai e filha em uma sala de conferências assistindo ao lançamento das armas a partir do navio de guerra Choe Hyon, que opera há cerca de um ano.

Os testes acontecem em meio a crescentes tensões na península coreana, em resposta aos exercícios militares conjuntos entre Estados Unidos e Coreia do Sul. As manobras, iniciadas na segunda-feira (9) e denominadas Escudo da Liberdade, têm duração prevista de 11 dias e consistem principalmente em simulações de comando por computador e treinamentos de campo, provocando manifestações de repúdio por parte do governo norte-coreano.

A jovem, identificada como Kim Ju-ae e estimada em cerca de 13 anos, tem comparecido a eventos militares e cerimônias importantes desde o final de 2022. Recentemente, a inteligência sul-coreana avaliou que o líder norte-coreano poderia estar preparando sua filha para a sucessão do poder.

A KCNA informou que os mísseis atingiram ilhas-alvo na costa oeste do país, ressaltando a intenção de demonstrar a capacidade ofensiva estratégica da Marinha e treinar as tropas no uso dessas armas. Na terça-feira (10), Kim Jong-un também assistiu aos lançamentos por vídeo e enfatizou a importância de manter uma “estratégia de dissuasão nuclear poderosa e confiável”.

Os testes de armas norte-coreanos costumam ocorrer em resposta aos exercícios conjuntos de Seul e Washington, como relata Kim Yo-jong, irmã do líder e alta funcionária, que qualificou os treinos como reveladores da “repulsa inveterada” dos EUA e da Coreia do Sul contra a Coreia do Norte. O país tem mantido lançamentos frequentes de mísseis de cruzeiro, como os observados pessoalmente por Kim Jong-un na semana anterior, quando a filha não esteve presente.

Esses eventos refletem a contínua escalada militar na região, com implicações diretas para a estabilidade da península coreana e a dinâmica das relações entre as nações envolvidas.