
O Açude Velho, um dos principais cartões-postais de Campina Grande, voltou a registrar forte mau cheiro neste fim de semana, situação que tem gerado incômodo entre pessoas que utilizam o espaço para lazer e atividades físicas. Além do odor, a aparência da água também voltou a ser alvo de críticas por parte dos frequentadores.
Relatos apontam ainda a presença de peixes mortos e de outros animais subindo à superfície, aparentando dificuldade para respirar. Segundo testemunhas, alguns peixes permaneciam por longos períodos na parte superior da água, antes de afundarem novamente, o que chamou a atenção de quem passava pelo local.
Em nota, a Prefeitura de Campina Grande, por meio da Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente (Sesuma), informou que o problema está relacionado ao processo de eutrofização. O fenômeno ocorre devido ao acúmulo excessivo de nutrientes, como nitrogênio e fósforo, na água, favorecendo a proliferação de algas e micro-organismos. Durante a decomposição, esses organismos consomem o oxigênio disponível, provocando desequilíbrios no ecossistema aquático, alteração na coloração da água, mau cheiro e, em alguns casos, a morte de peixes.
Ainda de acordo com a gestão municipal, situações como essa tendem a ser mais frequentes em períodos de altas temperaturas, redução das chuvas e baixa circulação da água, características comuns desta época do ano.
A Prefeitura informou que o projeto de recuperação completa do Açude Velho está em fase de planejamento estratégico, com levantamentos técnicos e elaboração de projetos financiados pelo Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia do Prata (FONPLATA). A expectativa é que as intervenções tenham início no primeiro semestre de 2026.
Enquanto o projeto não sai do papel, a Sesuma afirma manter ações permanentes de monitoramento, fiscalização e limpeza no local, incluindo a retirada de resíduos sólidos, materiais flutuantes e animais mortos, além do combate ao despejo irregular de efluentes.