
Os medicamentos vendidos no Brasil podem ter aumento de preços a partir desta terça-feira (31), com reajuste máximo de até 3,81%, conforme resolução do governo federal publicada no Diário Oficial da União.
A autorização foi feita pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), responsável por estabelecer os limites de preços no país.
A resolução estabelece três níveis de teto para os reajustes:
Esses níveis consideram características do mercado de cada medicamento, como a concorrência e a participação de genéricos. Medicamentos com maior concorrência, especialmente os genéricos, geralmente estão no Nível 1, que permite o maior reajuste. Produtos com menos concorrência se enquadram nos níveis com limites menores.
Entre os medicamentos para doenças crônicas comuns no Brasil, a divisão é a seguinte:
Apesar da autorização para o aumento, o reajuste não é automático. As fabricantes decidem se e em qual percentual vão aplicar o reajuste, desde que respeitem o teto estabelecido pela CMED. Assim, alguns medicamentos podem não sofrer aumento, outros podem ter reajustes inferiores ao teto, e os reajustes podem ocorrer de forma gradual.
O modelo brasileiro de controle de preços limita o Preço Fábrica (valor máximo de venda pela indústria) e o Preço Máximo ao Consumidor (teto para as farmácias). Estabelecimentos devem respeitar esses limites e manter listas de preços atualizadas para o consumidor.
Para os consumidores, o impacto do reajuste varia conforme o tipo de medicamento e a regularidade do uso. Pacientes que utilizam remédios continuamente, como os de hipertensão e diabetes, tendem a sentir mais o efeito ao longo do tempo. Porém, a concorrência e a oferta de genéricos podem limitar o repasse dos aumentos.
Além disso, políticas comerciais de farmácias e redes, como descontos, programas de fidelidade e promoções, também contribuem para reduzir o preço final. Portanto, o reajuste autorizado nem sempre se traduzirá em aumento imediato ou uniforme para todos os medicamentos, podendo haver variações e até estabilidade de preços em alguns casos.