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Médico explica sobre a ‘doença do beijo’, muito comum no carnaval
08/01/2023 / 15:30
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Quem pretende beijar bastante durante a folia precisa ter cuidado. As famosas prévias de carnaval da Capital paraibana estão chegando e muita gente aproveita para paquerar e beijar na boca. Para os solteiros, a ocasião pode ser a oportunidade de encontrar o grande amor. O problema é que um simples beijo pode transmitir uma doença pouco conhecida, mas muito frequente chamada de doença do beijo. Já ouviu falar?

A mononucleose infecciosa, como é chamada cientificamente, é causada pelo vírus Epstein-Barr -uma classificação de herpes- e pode ser assintomática ou confundida com outros problemas de saúde, como inflamações de garganta.

O contato direto com a saliva é uma das principais formas de transmissão, por isso ela recebe o nome “doença do beijo”. Os Seus sintomas incluem dor de garganta, tosse, febre, perda de apetite, inflamação do fígado e inchaço dos gânglios linfáticos.

Fernando Chagas – infectologista e diretor do Complexo de Doenças Infecto Contagiosas Clementino Fraga

“A pessoa está na festa com a garganta arranhando e sentindo dor. Então ela imagina que está com uma inflamação comum”, disse o médico Fernando Chagas em entrevista ao Portal F5 Online. Segundo o infectologista, mais de 90% da população adulta possui anticorpos contra o agente que provoca essa infecção que atinge muitas pessoas, principalmente entre os meses de dezembro e fevereiro quando começam as festas de verão, depois vem as prévias carnavalescas e o Carnaval.

Por isso, higiene e bom senso tornam-se fundamentais para curtir as festas sem ter problemas mais tarde. Os beijoqueiros devem ser cautelosos.

Segundo o infectologista e diretor do Complexo de Doenças Infecto Contagiosas Clementino Fraga, Fernando Chagas, caso a pessoa identifique qualquer ferida ou tipo de sangramento na boca é melhor não beijar ninguém ou, pelo menos, evitar beijar muitas pessoas.

“Na maioria das vezes a pessoa nem imagina que se trata da doença do beijo. Então ela chega no médico e ao ver a garganta inflamada pode de fato pensar que é uma infecção bacteriana e não a mononucleose. E inicia o tratamento com antibiótico.

Tratamento

Segundo Chagas, não existe um tratamento específico para a mononucleose. “A gente vai acompanhar a pessoa, usando remédio de febre, para dor, antiflamatório para ajudar a diminuir as amídalas, porque, às vezes, elas crescem muito. Se houver complicações, o médico vai estar acompanhando”, disse o especialista.

Recentemente, a “doença do beijo” virou um dos assuntos mais comentados nas mídias sociais depois que a cantora Anitta disse ter sido diagnosticada. A artista contou que buscou um tratamento conhecido como ozonioterapia.

Segundo Chagas, a técnica não é utilizada no Brasil porque não tem comprovação cinética  que aponte a eficácia.

“Não existe uma medicação específica para o para a mononucleose, mas o tratamento é eficaz e busca combater os sintomas com analgésicos, anti-inflamatórios e muito repouso.