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Ministério Público fará campanha contra assédio eleitoral no trabalho
19/03/2026 / 09:23
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Foto: reprodução

O Ministério Público do Trabalho (MPT) está preparando uma campanha sobre assédio eleitoral no ambiente de trabalho. Ainda não há data definida para o lançamento oficial, mas o MPT já publica mensagens sobre o tema em suas redes sociais, em função das eleições deste ano.

Assédio eleitoral ocorre quando o empregador “constrange o trabalhador ou a trabalhadora em relação à sua orientação política, dentro de um contexto eleitoral”, explica o procurador Igor Sousa Gonçalves, coordenador nacional de Promoção de Igualdade de Oportunidades e Eliminação da Discriminação no Trabalho do MPT.

Em entrevista à Agência Brasil, ele detalha que a prática do empregador “gera esse constrangimento e cerceia a liberdade dos empregados quanto à manifestação de pensamento ou até mesmo para intimidá-lo a votar ou não em determinado candidato”. Segundo Gonçalves, o assédio eleitoral “é um problema para o Brasil, não só para os trabalhadores, mas também para a própria democracia. A liberdade de pensamento é um direito dos mais fundamentais.”

O procurador compara a intimidação por chefes a um “voto de cabresto moderno”, em referência à prática da República Velha (1889-1930), quando eleitores eram pressionados a votar conforme ordens de líderes políticos locais.

Casos de assédio eleitoral podem ser denunciados ao MPT pelo portal na internet, na aba “Denuncie”. O trabalhador deve fornecer provas como mensagens, nomes de envolvidos e gravações de reuniões, pois “tudo isso vai dar maior celeridade na investigação do Ministério Público do Trabalho”, ressalta Gonçalves.

Como denunciar?

Casos de assédio eleitoral podem ser denunciados ao MPT pelo portal na internet, na aba “Denuncie”. O trabalhador que fizer a denúncia pode apresentar provas do assédio, como mensagens recebidas, nomes de envolvidos e gravações de reuniões em que ocorreram as abordagens.

Com informações do Agência Brasil