
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou, nesta quarta-feira (7/1), que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seja levado a uma unidade hospitalar para a realização de exames médicos. A autorização atende a um pedido da defesa, apresentado na terça-feira (6/1), com solicitação de urgência.
Bolsonaro deverá realizar três procedimentos: tomografia computadorizada do crânio, ressonância magnética do crânio e eletroencefalograma. Os exames foram solicitados pelo médico Brasil Ramos Caiado, que apontou quadro clínico compatível com traumatismo craniano, síncope noturna associada a queda e uma possível crise convulsiva ainda a ser esclarecida.
Antes da decisão, Moraes determinou que a defesa detalhasse os exames solicitados e requisitou um laudo médico da Polícia Federal (PF). No relatório encaminhado ao STF, médicos da PF relataram que o ex-presidente apresentou sinais de queda da cama durante a noite, com lesão superficial no rosto e presença de sangue.
O documento médico também destaca que Bolsonaro está em pós-operatório recente de herniorrafia inguinal bilateral, fez uso de bloqueio anestésico do nervo frênico, utiliza CPAP para tratamento de apneia do sono e faz uso de medicamentos que atuam no sistema nervoso central, como gabapentina, escitalopram e clorpromazina, além de anticoagulantes.
No despacho que pediu detalhes, Moraes diz que “não há nenhuma necessidade de remoção imediata” de Bolsonaro para o hospital, “conforme claramente consta na nota da Polícia Federal”.