
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, negou nesta terça-feira (6) o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para que ele fosse removido ao hospital para realização de exames após queda na cela onde cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. A defesa apresentou uma lista com exames recomendados pelo médico particular do político e insistiu para que os procedimentos sejam feitos em ambiente hospitalar.
Bolsonaro caiu durante a madrugada enquanto dormia e bateu a cabeça em um móvel, segundo relato da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro nas redes sociais. A informação foi confirmada pelo médico do ex-presidente. A Polícia Federal informou em nota que Bolsonaro recebeu atendimento médico após relatar a queda e que o médico da corporação constatou ferimentos leves, não havendo necessidade de remoção imediata para hospital, apenas observação.
O médico Brasil Ramos Caiado, responsável pela defesa, descreve um quadro clínico que inclui traumatismo craniano, síncope noturna associada à queda, crise convulsiva a esclarecer, oscilação transitória de memória e lesão cortante na região temporal direita. Os exames recomendados são:
A defesa afirma que os exames são essenciais para avaliação neurológica e indicam que sejam feitos no Hospital DF Star, onde Bolsonaro tem acompanhamento clínico.
Após negar a remoção imediata, Moraes solicitou que a defesa detalhe quais exames são necessários para analisar a possibilidade de realizá-los no próprio sistema penitenciário. O ministro ressaltou que a defesa tem direito à realização de exames desde que agendados, com indicação específica e comprovada necessidade.
Bolsonaro está na Superintendência da Polícia Federal desde 1º de setembro, após nove dias internado para cirurgia de hérnia inguinal bilateral e tratamentos relacionados a um quadro de soluços persistentes. A internação ocorreu no Hospital DF Star, onde ele realizou procedimentos como bloqueios do nervo frênico e endoscopia.
O pedido para prisão domiciliar feito pela defesa em 31 de agosto foi negado por Moraes. Conforme a Polícia Federal, qualquer encaminhamento hospitalar dependerá da autorização do STF.