
O artista plástico, escritor e professor paraibano Chico Pereira morreu nesta quarta-feira (24/12), aos 81 anos, em João Pessoa. Ele estava internado em um hospital particular da capital. A causa da morte não foi confirmada.
Francisco Pereira da Silva Júnior, conhecido como Chico Pereira, era membro da Academia Paraibana de Letras (APL) desde 2016, onde ocupava a cadeira de número 15. Natural de Campina Grande, no Agreste da Paraíba, construiu uma trajetória marcada pela contribuição às artes visuais, à educação e à cultura do estado.
Chico iniciou sua formação artística na Escola de Artes de Campina Grande e, anos depois, tornou-se professor do Departamento de Artes Visuais da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), em João Pessoa, cidade onde viveu por anos. Na instituição, também desenvolveu uma sólida produção acadêmica, com publicações nas áreas de história da arte, semiótica e museologia.
Ao longo da carreira, participou de importantes movimentos artístico-culturais da Paraíba, como a Equipe 3, formada ainda na década de 1960 ao lado de Eládio Barbosa e Anacleto Elói. Teve papel central na estruturação de espaços e políticas culturais no estado, sendo o primeiro diretor do Museu de Arte Assis Chateaubriand (MAAC), entre 1969 e 1974.
Também foi fundador e coordenador do Núcleo de Arte Contemporânea da UFPB, de 1979 a 1984, além de ter ocupado o cargo de vice-presidente do Conselho Estadual de Cultura da Paraíba.
O velório acontece nesta quarta-feira (24), a partir das 18h, na sede da APL.
“Artista múltiplo, Chico esteve em diferentes momentos na vanguarda das artes visuais da Paraíba, contribuindo de forma decisiva para o pensamento crítico, a criação artística e o fortalecimento da cena cultural paraibana (…) Seu legado permanece vivo na obra, na memória e na formação de gerações. Aos familiares, amigos e à comunidade cultural, nossos mais sinceros sentimentos“, disse em nota a Secretaria de Estado da Cultura (Secult-PB).