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‘Não admitiremos qualquer tipo de retrocesso’, diz Pacheco após novas ameaças de Bolsonaro sobre eleições em 2022
09/07/2021 / 18:17
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Após o presidente Jair Bolsonaro ameaçar novamente que as eleições em 2022 podem não acontecer se não tiver voto impresso, o presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), se manifestou nesta sexta-feira (9) afirmando que aqueles que pretenderem qualquer retrocesso serão apontados pelo povo e pela história como inimigos da nação e alguém privado de patriotismo.

“Tudo quanto houver de especulações em relação a algum retrocesso à democracia, como a frustração das eleições próximas vindouras do ano de 2022, é algo que o Congresso Nacional, além de não concordar, repudia, evidentemente. Nós não admitiremos qualquer tipo de retrocesso nesse sentido”, afirmou o presidente do Senado e do Congresso.

Hoje mais cedo, durante conversa com apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada, Bolsonaro afirmou, sem provas, que “a fraude eleitoral está no TSE (Tribunal Superior Eleitoral)”.

“A fraude está no TSE, para não ter dúvida. Isso foi feito em 2014”, disse o presidente, repetindo acusações infundadas de que o então candidato Aécio Neves (PSDB) teria vencido o pleito contra a ex-presidente Dilma Rousseff (PT). “Não tenho medo de eleições, entrego a faixa para quem ganhar, no voto auditável e confiável. Dessa forma [atual], corremos o risco de não termos eleição no ano que vem”, acrescentou.

Na quinta (8), Bolsonaro havia declarado que as “eleições no ano que vem serão limpas. Ou fazemos eleições limpas no Brasil ou não temos eleições”.

O presidente questiona a segurança das urnas eletrônicas, sistema usado desde 1996 e considerado eficiente e confiável por autoridades e especialistas no país.

Bolsonaro defende a adoção do voto impresso -segundo ele, auditável. Uma proposta de emenda constitucional com essa finalidade, de autoria da deputada Bia Kicis (PSL-DF), tramita atualmente na Câmara.

De acordo com Rodrigo Pacheco, as eleições são “inegociáveis” e a Constituição deve ser preservada “a qualquer custo”.

“Gostaria de reafirmar o nosso compromisso com valores democráticos, com a Constituição, concebida a duras penas e que é nosso dever preservar a qualquer custo”, disse o presidente do Congresso.

Em relação ao formato da votação, Pacheco acrescenta que “essa é uma discussão que haverá de se ter com todos os personagens da República. Essa definição não será feita pelo Poder Executivo, não será feita pelo TSE. Será feita por uma PEC que está sendo debatida pela Câmara, e a decisão que houver haverá de ser respeitada por todos os poderes e todas as instituições do Brasil”, afirmou.